Braços de Marjorie Estiano roubam a cena: dá para conseguir definição só com treino?
- Redação Saúde Minuto
- 06/10/2026
- Bem-estar Saúde
Aos 44 anos, atriz chamou atenção nas redes com braços e costas definidos. Mas musculação explica tudo? Especialistas contam o que está por trás do contorno dos braços
Marjorie Estiano apareceu em cena e teve gente prestando atenção em outra coisa além da atuação: os braços da atriz.
Aos 44 anos, ela chamou atenção nas redes sociais ao surgir com braços e costas superdefinidos nas imagens de sua personagem Inez Franco, da série Habeas Corpus. Bastou o público reparar para começar a chover elogio e, claro, a pergunta que não quer calar: Marjorie, passa esse treino!
A atriz, que costuma ser discreta quando o assunto é vida pessoal, entrou na conversa. Ela explicou que a iluminação das gravações ajuda a valorizar a definição muscular, mas contou também que mudou alguns hábitos nos últimos anos, incluindo alimentação e atividade física.
Só que a discussão levantou uma dúvida bem comum entre as mulheres: por que algumas malham e ficam com os braços superdefinidos, enquanto outras ganham músculos, mas continuam incomodadas com a flacidez?
A resposta é menos simples do que parece. E não, não é só uma questão de aumentar a carga na academia.
Não é só músculo
Bíceps, tríceps e ombros bem trabalhados fazem diferença no desenho dos braços. Mas o resultado que aparece no espelho depende também da quantidade e da distribuição de gordura, da genética e, principalmente, das características da pele.
Com o passar dos anos, há uma redução natural de colágeno e elastina, proteínas diretamente relacionadas à sustentação e à elasticidade da pele. Por isso, é perfeitamente possível ter músculos fortes e ainda apresentar alguma flacidez.
“Quando observamos um braço definido, existe uma combinação entre musculatura, composição corporal e qualidade dos tecidos. Uma pessoa pode ter músculos desenvolvidos e ainda apresentar algum grau de flacidez na pele”, explica o dermatologista Dr. Gustavo Saczk, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD).
Traduzindo: academia trabalha músculo. Pele é outra história.
Quando o incômodo é uma flacidez leve ou moderada, tratamentos dermatológicos podem ser considerados. Entre as possibilidades estão os bioestimuladores de colágeno corporal, inclusive para a parte interna dos braços.
“Esses tratamentos estimulam a produção de colágeno e podem melhorar a firmeza e a qualidade da pele. A indicação precisa ser individualizada e depende do grau de flacidez e das características de cada paciente”, explica Gustavo.
E nada de imaginar que uma seringa substitui o treino.
“O exercício atua principalmente sobre a musculatura e a composição corporal. Já os tratamentos dermatológicos podem atuar sobre a qualidade e a firmeza da pele. São estratégias diferentes”, diz o dermatologista.
Flacidez ou excesso de pele? Tem diferença
Outro ponto importante é entender o que está sobrando ali.
Uma coisa é a pele ter perdido parte da firmeza. Outra é existir excesso de pele, algo que pode acontecer principalmente depois de um emagrecimento importante.
Nesses casos, musculação pode fortalecer e aumentar a musculatura, mas não necessariamente elimina o tecido excedente.
“Em alguns pacientes, a combinação entre redução de gordura e ganho de massa muscular pode produzir uma transformação importante. Em outros, existe um excesso significativo de pele, que não será eliminado apenas com exercícios ou tratamentos não cirúrgicos”, explica a cirurgiã plástica Dra. Alessandra Martinelli.
Quando há muita pele excedente, uma cirurgia para retirada desse tecido pode entrar na conversa. Já em casos mais leves, procedimentos menos invasivos podem ser avaliados.
Tecnologias que estimulam colágeno e retração dos tecidos também fazem parte do arsenal disponível hoje. Mas Alessandra faz uma ressalva: aparelho nenhum faz milagre.
“Tecnologia não substitui uma cirurgia quando existe uma quantidade significativa de pele excedente”, afirma.
Dá para ter o braço da Marjorie?
Aqui vem a parte que talvez decepcione quem já estava salvando a foto da atriz como “meta”: não existe treino, procedimento ou dieta capaz de garantir o braço de outra pessoa.
E a própria Marjorie deu uma pista disso ao comentar que sua genética influencia a maneira como seu corpo distribui gordura.
A atriz também contou que buscou uma rotina mais equilibrada de exercícios e alimentação nos últimos anos e que se tornou flexitariana, reduzindo bastante o consumo de carne.
Tudo isso entra na conta, mas não existe receita para copiar um corpo. Duas mulheres podem fazer exercícios semelhantes e ter resultados visuais bastante diferentes.
“Cada pessoa possui uma estrutura corporal, uma qualidade de pele e uma distribuição de gordura diferentes”, explica Alessandra.
Por isso, antes de declarar guerra ao famoso “tchauzinho” ou aumentar desesperadamente a carga do tríceps, vale entender o que realmente incomoda: é pouca musculatura? Gordura localizada? Flacidez da pele? Excesso de pele? Ou uma combinação de tudo isso?
Os braços de Marjorie podem até render inspiração para voltar à academia. Mas o segredo não está em copiar o corpo dela. Está em entender o seu.

