Sua pele sofre no frio? O inverno pode estar por trás disso
- Redação Saúde Minuto
- 30/06/2026
- Dermatologia Saúde
Se você acha que o inverno só traz nariz escorrendo e vontade de ficar debaixo das cobertas, vale prestar atenção em outro efeito comum da estação: o impacto na saúde da pele.
Frio, ar seco e banhos quentes formam uma combinação que pode deixar a pele mais ressecada, sensível e propensa a crises de doenças inflamatórias como dermatite atópica, dermatite seborreica, psoríase e rosácea.
Segundo a dermatologista Yasmin Pugliesi, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), a explicação está no enfraquecimento da chamada barreira cutânea, uma espécie de escudo natural que protege a pele.
“Durante o inverno, a baixa umidade do ar e os banhos muito quentes reduzem a oleosidade natural da pele e aumentam a perda de água. Isso favorece o ressecamento e pode piorar doenças inflamatórias já existentes”, explica.
O resultado costuma aparecer rapidamente: coceira, vermelhidão, descamação, sensação de pele repuxando e aumento da sensibilidade.
Outro ponto que a especialista faz questão de destacar é que essas doenças não são contagiosas, apesar de ainda existirem muitos mitos sobre o assunto.
“Psoríase, dermatite atópica, dermatite seborreica e rosácea não passam de uma pessoa para outra. Elas estão relacionadas a fatores genéticos e alterações do sistema imunológico”, afirma.
A boa notícia é que algumas mudanças simples na rotina ajudam a proteger a pele durante os meses mais frios.
A primeira delas é reduzir a temperatura do chuveiro. Banhos muito quentes podem até ser confortáveis, mas retiram a camada de proteção natural da pele. Também vale trocar sabonetes agressivos por versões mais suaves e reforçar o uso de hidratantes logo após o banho.
Os lábios merecem atenção especial. No inverno, eles costumam ressecar com mais facilidade e podem rachar. Por isso, o uso frequente de hidratante labial é recomendado.
Outro erro comum é beber menos água porque a sensação de sede diminui. Mas a hidratação continua sendo fundamental para manter a pele saudável.
E tem mais um cuidado que muita gente abandona quando o frio chega: o protetor solar.
“Mesmo em dias nublados ou frios, continuamos expostos à radiação ultravioleta. O protetor solar deve fazer parte da rotina durante todo o ano”, reforça a dermatologista.
Se os sintomas piorarem ou começarem a interferir na qualidade de vida, a orientação é procurar avaliação médica. Hoje existem diversos tratamentos capazes de controlar as crises e ajudar o paciente a conviver melhor com a doença.
Fonte: Dra. Yasmin Pugliesi, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD).