Diabetes: quando o tratamento vai além dos medicamentos? Conheça o papel da cirurgia metabólica robótica
- Redação Saúde Minuto
- 26/06/2026
- Diabetes Saúde
O diabetes tipo 2 é uma das doenças crônicas mais comuns no mundo e um fator de risco significativo para complicações cardiovasculares, renais e neurológicas. Mesmo com avanços no tratamento medicamentoso, parte dos pacientes não atinge controle adequado da glicemia apenas com medicamentos e mudanças no estilo de vida.
Segundo o Atlas da International Diabetes Federation (IDF 2025), cerca de 589 milhões de adultos vivem com diabetes no mundo, número que pode chegar a 853 milhões até 2050. No Brasil, são aproximadamente 16,6 milhões de pessoas com a doença, colocando o país entre os 10 com maior número de casos globalmente.
Sinais e sintomas
O diabetes tipo 2 pode se desenvolver de forma silenciosa, o que muitas vezes atrasa o diagnóstico. O Dr. Leonardo Emílio da Silva, cirurgião do aparelho digestivo e robótico, alerta: “Alguns sinais podem indicar alterações nos níveis de glicose no sangue e merecem atenção. Entre os sintomas estão sede excessiva, aumento da frequência urinária, fome constante, perda de peso sem causa aparente, cansaço, visão embaçada, infecções de pele e urinárias, além de cicatrização mais lenta”.
Quando o tratamento vai além dos medicamentos?
Existem três cuidados importantes para o tratamento do diabetes tipo 2: alimentação, atividade física e medicamentos. Porém, alguns pacientes não conseguem manter o controle adequado da glicemia apenas com mudanças no estilo de vida e medicamentos. Nesses casos, a cirurgia metabólica pode ser indicada. Atualmente, ela é considerada o tratamento mais potente e efetivo para o controle do diabetes tipo 2, especialmente em pacientes que apresentam dificuldade de controle da doença mesmo com tratamento clínico e uso de medicamentos.
A cirurgia metabólica é um procedimento realizado no sistema digestivo que, além de agir na redução de peso, melhora os mecanismos hormonais ligados à produção de insulina. “Na maioria dos casos, o procedimento causa uma melhora significativa do controle glicêmico e redução do uso de remédios, mas sempre com acompanhamento médico contínuo”, alerta o Dr. Leonardo.
A cirurgia robótica, por sua vez, é uma evolução das técnicas minimamente invasivas, sendo realizada com o auxílio de um sistema robótico controlado pelo cirurgião, permitindo maior precisão e controle durante a operação, menor sangramento, recuperação mais rápida, menor tempo de internação e incisões menores.
Estudos e diretrizes internacionais apontam que a cirurgia metabólica pode levar à melhora significativa do controle da doença em pacientes considerados em remissão da doença, especialmente quando realizada de forma precoce e associada a mudanças no estilo de vida.
Texto por: Dr. Leonardo Emílio da Silva