Caminhar ou treinar? Os dois podem ajudar a controlar a asma, mostra estudo da USP
- Redação Saúde Minuto
- 06/08/2026
- Bem-estar
Pesquisa brasileira revela que tanto fazer exercícios aeróbicos quanto simplesmente aumentar o número de passos ao longo do dia ajudam a reduzir os sintomas da asma e ainda trazem benefícios para a saúde mental.
Quem convive com a asma sabe que nem sempre é fácil manter uma rotina de atividades físicas. O medo da falta de ar faz muita gente evitar exercícios, mas um novo estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) mostra justamente o contrário: movimentar o corpo pode ser um grande aliado para respirar melhor.
A pesquisa, publicada na revista científica Pulmonology, acompanhou 52 adultos entre 18 e 65 anos com asma moderada a grave, todos em tratamento medicamentoso. Os participantes foram divididos em dois grupos. Um deles fez exercícios aeróbicos em esteira, enquanto o outro recebeu orientações para sair do sedentarismo aumentando a movimentação no dia a dia.
Quem treinou realizou sessões de 45 minutos, duas vezes por semana, durante oito semanas. Já o segundo grupo usou um monitor de atividades que ajudava a atingir uma meta diária de passos e emitia um alerta quando a pessoa permanecia sentada por muito tempo.
A boa notícia? Não é preciso virar atleta
Ao final do estudo, os pesquisadores observaram que as duas estratégias trouxeram resultados muito parecidos. Tanto quem treinou regularmente quanto quem passou a caminhar mais no dia a dia apresentou melhor controle da asma, além de uma redução dos sintomas de ansiedade e depressão.
Na prática, isso significa que pequenas mudanças de hábito, como trocar o elevador pela escada, caminhar mais ou fazer pausas para se movimentar durante o trabalho, também podem fazer diferença para quem tem a doença.
Segundo David Halen Araujo Pinheiro, pós-doutorando da FMUSP e primeiro autor do estudo, os resultados mostram que não existe uma única forma de incluir a atividade física no tratamento. “A escolha pode ser baseada na preferência do paciente e na disponibilidade dos profissionais de saúde”, explica.
Exercício faz parte do tratamento
Os pesquisadores reforçam que a atividade física não substitui os medicamentos prescritos pelo médico. Ela funciona como uma terapia complementar, ajudando a controlar melhor a doença, melhorar a capacidade física e aumentar a qualidade de vida.
A mensagem do estudo é simples: para quem tem asma, movimentar-se faz bem. Seja em uma caminhada pelo bairro, seja em uma sessão de exercícios orientados, o importante é encontrar uma forma de deixar o sedentarismo para trás e permitir que o corpo — e os pulmões — funcionem melhor.
Fonte: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Estudo publicado na revista científica Pulmonology.