Simone Mendes aparece com curativo no nariz
- Redação Saúde Minuto
- 04/09/2026
- Curiosidades
Simone Mendes chamou a atenção nas redes sociais ao compartilhar um vídeo em que aparece com um curativo no nariz e o rosto inchado após realizar um procedimento estético. A cantora não informou publicamente qual técnica foi utilizada, mas a imagem despertou uma dúvida bastante comum: afinal, o que é possível mudar no nariz sem recorrer à cirurgia?
Uma das alternativas disponíveis para determinadas correções estéticas é a rinomodelação, procedimento realizado com substâncias injetáveis para modificar pontos específicos do contorno nasal.
Apesar de muitas vezes ser chamada popularmente de “rinoplastia sem cirurgia”, a comparação tem limites. A rinomodelação não retira osso ou cartilagem, não diminui efetivamente o tamanho do nariz e não permite realizar todas as modificações possíveis em uma cirurgia.
O que é rinomodelação e como ela é feita?
A rinomodelação é um procedimento minimamente invasivo no qual o profissional aplica um preenchedor em pontos estratégicos do nariz. Uma das substâncias utilizadas para essa finalidade é o ácido hialurônico.
Antes das aplicações, é necessária uma avaliação da anatomia nasal, das proporções do rosto e daquilo que o paciente deseja modificar.
O produto pode ser aplicado, por exemplo, em determinadas regiões do dorso ou da ponta para corrigir visualmente pequenas irregularidades, modificar proporções e criar um contorno mais harmônico.
Existe, porém, uma característica importante: a rinomodelação acrescenta volume. Ela não retira estruturas do nariz.
Por isso, é fundamental avaliar se o que incomoda o paciente realmente pode ser tratado dessa maneira.
Se o preenchimento aumenta o volume, como o nariz pode parecer menor?
Parece contraditório, mas essa é justamente uma das características da rinomodelação.
Imagine uma pequena elevação no dorso do nariz, conhecida popularmente como giba. Dependendo da anatomia, o preenchimento de áreas próximas pode deixar o perfil visualmente mais reto.
A giba continua existindo e o nariz não ficou fisicamente menor. O que mudou foram suas proporções e seu contorno.
Esse efeito pode fazer com que, visualmente, o nariz pareça mais equilibrado ou até menos proeminente.
Giba, ponta caída, nariz largo: o que pode ser modificado?
Não existe uma classificação médica única que divida todas as pessoas em “tipos de nariz”. Termos como nariz reto, aquilino, arrebitado ou romano são usados principalmente para descrever características visuais.
Para decidir se uma rinomodelação pode ou não ser realizada, mais importante do que dar um nome ao formato é analisar as estruturas que o paciente deseja modificar.
Pequena giba: em determinados casos, o preenchimento pode suavizar visualmente a irregularidade do dorso. A giba, porém, não é retirada.
Ponta pouco projetada ou discretamente caída: dependendo da anatomia, é possível trabalhar o contorno e a projeção da ponta. Isso não significa que qualquer ponta caída possa ser corrigida com preenchimento.
Pequenas assimetrias: algumas diferenças de contorno podem ser disfarçadas com a aplicação do produto em pontos específicos.
Irregularidades no dorso: pequenas depressões ou diferenças de contorno também podem ter indicação para preenchimento.
Já quando o objetivo é diminuir efetivamente o nariz, retirar uma giba, estreitar estruturas ou promover mudanças importantes na anatomia, a rinomodelação pode não ser a opção adequada.
Dá para deixar o nariz arrebitado?
Depende.
Em alguns pacientes, é possível modificar visualmente a projeção e a definição da ponta. Mas existe um limite determinado pela própria anatomia.
A rinomodelação não deve ser encarada como uma maneira de escolher um formato de nariz em um catálogo e reproduzi-lo no rosto.
Em algumas situações, tentar alcançar uma mudança muito grande apenas adicionando produto pode resultar justamente no efeito contrário: um nariz mais volumoso.
Rinomodelação ou rinoplastia?
Apesar dos nomes parecidos, os dois procedimentos são bastante diferentes.
A rinomodelação trabalha principalmente com preenchimento e alterações de contorno, sem remover estruturas.
Já a rinoplastia é uma cirurgia e permite modificar ossos, cartilagens e outras estruturas nasais. Dependendo do caso, pode diminuir o tamanho do nariz, retirar uma giba, modificar a ponta, corrigir assimetrias mais importantes e realizar outras alterações estruturais.
Por isso, não existe uma técnica melhor para todo mundo. A indicação depende da anatomia e principalmente do resultado que se pretende alcançar.
Por que não dá para simplesmente copiar o nariz de uma famosa?
Levar uma fotografia para a consulta pode ajudar a explicar ao profissional quais características o paciente considera bonitas. Isso não significa, porém, que aquele nariz possa ser reproduzido.
Espessura da pele, estrutura óssea, cartilagens, formato do rosto, distância entre os olhos, projeção do queixo e outras proporções faciais variam de uma pessoa para outra.
Um nariz que parece harmônico em determinado rosto pode não produzir o mesmo efeito em outro.
Por isso, a avaliação deve considerar o rosto como um conjunto, e não apenas o nariz isoladamente.
Rinomodelação pode melhorar a respiração?
A rinomodelação tem finalidade predominantemente estética e não deve ser considerada uma alternativa para corrigir problemas respiratórios estruturais.
Dificuldade para respirar pelo nariz pode estar relacionada a diferentes condições e precisa ser investigada adequadamente.
Quando existe uma queixa funcional, é necessário avaliar sua causa antes de pensar apenas na aparência do nariz.
O resultado é definitivo?
Não necessariamente.
Quando realizada com ácido hialurônico, a rinomodelação produz resultados temporários porque o organismo gradualmente absorve a substância.
A duração varia de acordo com o produto utilizado, características individuais, quantidade aplicada e outros fatores.
Por isso, antes do procedimento, o paciente deve saber não apenas qual resultado pode esperar, mas também qual produto será utilizado e por quanto tempo aproximadamente seus efeitos podem permanecer.
Rinomodelação tem riscos?
Sim. E esse é um ponto importante.
O fato de não envolver cirurgia não significa que a rinomodelação seja um procedimento simples ou isento de complicações.
O nariz possui uma rede vascular complexa e é considerado uma região que exige especial conhecimento anatômico durante a aplicação de preenchedores.
Além de efeitos como inchaço, sensibilidade, hematomas, assimetrias ou irregularidades, existem complicações vasculares potencialmente graves.
Se o produto atingir ou comprimir um vaso sanguíneo, pode ocorrer comprometimento da circulação local. Em situações graves, isso pode provocar lesões da pele e necrose. Embora raras, também estão descritas complicações envolvendo a visão.
Por isso, o procedimento deve ser realizado por profissional legalmente habilitado, com conhecimento da anatomia facial, experiência na técnica e capacidade para reconhecer e tratar rapidamente eventuais complicações.
Afinal, para quem a rinomodelação pode ser indicada?
A rinomodelação pode ser uma alternativa para pessoas que desejam mudanças pontuais no contorno nasal e apresentam características anatômicas compatíveis com o procedimento.
Mas não existe indicação baseada apenas em ter “nariz com giba”, “ponta caída” ou qualquer outro formato.
A pergunta mais importante é outra: o que a pessoa deseja mudar e qual procedimento consegue alcançar esse resultado com segurança?
Em alguns casos, a resposta pode ser a rinomodelação. Em outros, a rinoplastia. E também existem situações em que a melhor indicação é simplesmente não realizar nenhum procedimento.
Texto: Maria Eduarda Tavares

