Dezembro Laranja: Atenção com o câncer de pele no couro cabeludo
- Rafaela Navarro
- 11/12/2024
- Beleza Dermatologia Saúde
No verão, com as altas temperaturas, momentos de lazer como praia, piscina ou parque, devem ser aproveitados sem esquecer da proteção solar, incluindo áreas menos lembradas, como o couro cabeludo
O risco de câncer de pele no couro cabeludo é significativo, especialmente em indivíduos com predisposição genética e histórico de exposição solar excessiva. O dermatologista Dr. José Roberto Fraga Neto alerta que pessoas com pele clara, cabelos finos ou calvície têm maior risco devido à maior exposição da pele ao sol e à dificuldade em aplicar proteção solar adequadamente. Por isso, é fundamental estar atento a qualquer alteração no couro cabeludo e procurar um dermatologista para avaliação regular.
A prevenção do câncer de pele no couro cabeludo exige cuidados contínuos, que envolvem tanto a proteção solar quanto o acompanhamento dermatológico:
Uso de protetor solar
A aplicação de protetor solar com FPS 50 ou superior nas áreas expostas do couro cabeludo, como a linha do cabelo e o topo da cabeça, é essencial. O protetor deve ser reaplicado a cada duas horas, ou sempre após nadar ou transpirar excessivamente.
Uso de chapéus e bonés com proteção UV
Chapéus de abas largas e bonés com proteção UV são altamente recomendados, pois oferecem uma proteção física eficaz contra a radiação solar. Viseiras, por outro lado, não protegem adequadamente o topo da cabeça e devem ser evitadas.
Evitar exposição solar intensa
A exposição ao sol deve ser limitada, especialmente entre 10h e 16h, quando os raios UV são mais fortes. Sempre que possível, busque sombra ou utilize roupas com proteção solar.
Consulta regular ao dermatologista
É importante realizar consultas periódicas com o dermatologista, que avaliará não apenas o couro cabeludo, mas também o corpo todo, para monitorar possíveis lesões suspeitas e garantir a detecção precoce de qualquer alteração.
As alterações no couro cabeludo que podem indicar câncer de pele incluem:
- Mudança no tamanho, forma ou cor de uma lesão existente.
- Bordas irregulares ou assimétricas.
- Sangramentos ou crostas que não cicatrizam corretamente.
- Sensibilidade, como coceira ou dor.
O dermatologista recomenda que uma forma prática de avaliar lesões suspeitas é utilizar o ABCDE das pintas.
Existem protetores solares mais indicados para o couro cabeludo. Para o Dr. Fraga Neto a melhor opção são os filtros solares em spray, gel ou fluido, que são leves, de rápida absorção e não deixam o cabelo oleoso. Esses produtos devem ter FPS 50 ou superior e proteção contra raios UVA e UVB. A aplicação deve ser feita diretamente no couro cabeludo, nas áreas mais expostas, como a linha do cabelo e o topo da cabeça. Lembre-se de reaplicar o produto a cada duas horas, ou sempre que houver suor, ou contato com a água. O uso de chapéus ou bonés com proteção UV é essencial, pois estes acessórios oferecem uma proteção física adicional ao couro cabeludo, bloqueando a radiação solar.
Profissional consultado: Dr. José Roberto Fraga Neto, médico dermatologista responsável pelo setor de cabelo do Instituto Fraga de Dermatologia, Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Associação Brasileira de Cirurgia da Restauração Capilar (ABCRC).
Texto por: Rafaela Navarro | Redação Saúde Minuto | Editado por: Francisco Varkala