DIU dói mesmo?
- Redação Saúde Minuto
- 02/08/2026
- Saúde
Um dos maiores medos de quem pensa em colocar o DIU é a dor. Basta fazer uma busca nas redes sociais para encontrar relatos que vão de um simples incômodo até histórias assustadoras. Mas será que colocar o DIU dói tanto assim?
A resposta é: depende. Cada mulher sente o procedimento de um jeito. Enquanto algumas relatam apenas uma cólica parecida com a menstrual, outras podem sentir um desconforto mais intenso. O que muita gente não sabe é que existem maneiras de reduzir essa dor e tornar a experiência muito mais tranquila.
Segundo a ginecologista e obstetra Dra. Larissa Cassiano, parceira da DKT South America, conversar sobre o procedimento antes da inserção faz toda a diferença.
“Não existe uma única experiência. Cada mulher tem uma percepção diferente da dor. O mais importante é avaliar cada caso e definir, junto com a paciente, qual é a melhor estratégia para tornar esse momento mais confortável”, explica.
O que influencia a dor?
Vários fatores podem interferir na forma como cada mulher sente a inserção do DIU. Entre eles estão:
- idade;
• se a mulher já teve filhos ou não;
• características do colo do útero;
• ansiedade;
• experiências ginecológicas anteriores.
Por isso, não faz sentido comparar a sua experiência com a de outra pessoa.
Dá para diminuir a dor?
Sim. E essa talvez seja a informação mais importante.
Hoje existem diferentes recursos que podem ser utilizados, dependendo da necessidade de cada paciente e da estrutura disponível no serviço de saúde.
Entre eles estão:
- analgésicos antes do procedimento;
• anestesia local no colo do útero;
• técnicas específicas para diminuir o desconforto;
• em alguns casos, bloqueios anestésicos ou sedação.
“Nem toda mulher precisa das mesmas intervenções. O importante é saber que essas alternativas existem e conversar com o ginecologista antes da colocação do DIU”, orienta a médica.
O acolhimento também faz diferença
Não é só a anestesia que ajuda. A forma como a consulta acontece também pode mudar completamente a experiência.
Entender cada etapa do procedimento, tirar dúvidas e saber exatamente o que vai acontecer costuma reduzir a ansiedade. E isso pode diminuir até a percepção da dor.
“Quando a paciente se sente acolhida, segura e bem informada, o procedimento costuma ser vivido com muito mais tranquilidade”, afirma Dra. Larissa.
Vale a pena desistir do DIU por medo?
Para a especialista, não.
O DIU é considerado um dos métodos contraceptivos mais eficazes do mundo, com mais de 99% de eficácia, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Além de evitar a gravidez, algumas versões hormonais ainda ajudam a reduzir o fluxo menstrual e as cólicas em muitas mulheres.
“O medo da dor não deve impedir ninguém de conhecer todas as opções disponíveis. Informação de qualidade, acolhimento e planejamento tornam a experiência muito mais segura e humanizada”, conclui a ginecologista.
Texto por: Dra. Larissa Cassiano02