Adesivos para espinhas: eles realmente funcionam?
- Rafaela Navarro
- 17/10/2024
- Beleza
Os Pimple Patches, ou adesivos para espinhas, ganharam muita popularidade recentemente, impulsionados pela influência do TikTok. Mas será que realmente funcionam?
O dermatologista Dr. Mayla Carbone explica que os adesivos para espinhas funcionam criando um ambiente oclusivo sobre a lesão, protegendo-a de bactérias, sujeira e do contato com as mãos. A maioria desses adesivos é feita de hidrocolóide, um material que absorve a umidade, ajudando a drenar o pus e o excesso de óleo da espinha, acelerando a cicatrização e reduzindo a inflamação. Isso também diminui o risco de cicatrizes.
Além do hidrocolóide, alguns adesivos contêm ingredientes ativos, como ácido salicílico, óleo de melaleuca (tea tree) ou niacinamida. O ácido salicílico é um esfoliante químico que ajuda a desobstruir os poros e a reduzir a inflamação. O óleo de melaleuca possui propriedades antimicrobianas, auxiliando no combate a bactérias, enquanto a niacinamida tem efeitos calmantes e anti-inflamatórios, além de controlar a produção de sebo.
Segundo a Dra. Mayla, os adesivos são mais eficazes para tratar espinhas já formadas, especialmente nas fases de maturação ou supuração (quando há pus visível). Sua principal função é proteger e acelerar a recuperação das espinhas ativas. No entanto, não previnem o surgimento de novas lesões, pois não influenciam a produção de sebo nem evitam a obstrução dos poros, fatores que causam o aparecimento de novas espinhas.
Os adesivos podem ser usados em conjunto com tratamentos tópicos, mas é necessário ter cautela. Ao aplicar o adesivo, ele cria uma barreira que impede a penetração de produtos tópicos, como ácidos ou retinóides, na área coberta. Por isso, é recomendado usar os adesivos em áreas específicas e aplicar os tratamentos tópicos no restante do rosto. Usá-los juntos no mesmo local pode reduzir a eficácia dos adesivos ou causar irritação.
Em geral, os adesivos para espinhas são bem tolerados, mesmo por peles sensíveis. No entanto, em casos de acne grave ou cística, podem não ser eficazes, já que essas lesões estão mais profundas na pele. Para peles sensíveis, é melhor evitar adesivos com ingredientes mais potentes, como o ácido salicílico, que pode causar irritação. É sempre aconselhável testar o produto em uma pequena área antes de aplicá-lo em áreas maiores.
Texto por Rafaela Navarro | Redação Saúde Minuto
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