Dr. Fernando Almeida Prado explica câncer raro associado à prótese de silicone após caso de Evelin Camargo
- Redação Saúde Minuto
- 05/02/2026
- Saúde Video
O diagnóstico da influenciadora Evelin Camargo trouxe visibilidade a um câncer raro associado a implantes mamários, conhecido como linfoma anaplásico de grandes células associado ao implante mamário (BIA-ALCL). Apesar de causar preocupação, especialistas reforçam que se trata de uma doença extremamente rara e, na maioria dos casos, de tratamento eficaz quando diagnosticada precocemente.
De acordo com o cirurgião plástico Dr. Fernando Almeida Prado, o BIA-ALCL não é um câncer de mama, mas sim um tipo de linfoma que se desenvolve na cápsula que envolve o implante, fazendo parte do sistema linfático. “É uma condição rara e geralmente de fácil tratamento”, explica.
O principal sinal de alerta costuma ser o aumento repentino da mama, geralmente anos após a colocação da prótese, causado pelo acúmulo de líquido ao redor do implante — condição chamada de seroma tardio. “Ao perceber esse aumento, a paciente deve procurar um médico. O diagnóstico é feito por meio da punção desse líquido e análise laboratorial específica”, afirma o especialista.
Quando o linfoma é confirmado, o tratamento mais comum é o explante, que consiste na retirada da prótese e da cápsula ao seu redor. “Na maioria dos casos, especialmente quando o diagnóstico ocorre em estágio inicial, o problema é resolvido apenas com a cirurgia”, destaca o médico, ressaltando que o tratamento pode variar de acordo com o estadiamento da doença.
Dr. Fernando também reforça que o objetivo da informação não é causar alarme, mas orientar a população. “É importante que as mulheres conheçam essa condição para que saibam quando procurar ajuda médica. O acompanhamento dos implantes é fundamental”, alerta.
Segundo ele, muitas pacientes desconhecem detalhes básicos sobre suas próteses, como marca e tempo de uso. O acompanhamento ideal inclui ultrassonografia anual, mamografia quando indicada pelo ginecologista e, após três anos da cirurgia, a realização de ressonância magnética, repetida a cada dois anos. “O BIA-ALCL não é o único possível problema. Podem ocorrer contratura capsular ou ruptura do implante. Por isso, o acompanhamento regular é essencial”, conclui.