Lipo com a própria gordura? O que ninguém te conta sobre a lipoenxertia
- Redação Saúde Minuto
- 14/04/2026
- Beleza
Se você já caiu em vídeos de transformação no Instagram ou salvou aquele “antes e depois” milagroso, provavelmente já ouviu falar da lipoenxertia. A técnica, que usa a própria gordura do corpo para dar volume e melhorar a pele, virou queridinha de quem busca resultados mais naturais. Mas junto com a fama, veio um combo de dúvidas, expectativas irreais e muita informação confusa.
A real é que não existe milagre. E entender o que é mito e o que é verdade faz toda a diferença antes de tomar qualquer decisão.
Segundo o cirurgião plástico Dr. Gerson Julio (CRM 63154, Cirurgião plástico SBCP | RQE 14428), com mais de 30 anos de experiência, alinhar expectativa com realidade é o primeiro passo para evitar frustração. “Desmistificar essas crenças é fundamental para que os pacientes tenham expectativas realistas e possam tomar decisões mais seguras”, explica.
Nem toda gordura “fica”
Vamos começar com uma das maiores ilusões. Nem toda a gordura enxertada vai permanecer no seu corpo. Parte dela é naturalmente absorvida pelo organismo. Isso é esperado e faz parte do processo.
Ou seja, aquele resultado imediato não é o final. O corpo leva alguns meses para estabilizar, geralmente entre três e seis. E sim, cada organismo reage de um jeito.
Não é só sobre volume
Se você acha que a lipoenxertia serve só para aumentar bumbum ou preencher áreas, pode atualizar o conceito. A gordura tem propriedades regenerativas que ajudam na qualidade da pele, melhorando textura e até aquele aspecto mais viçoso.
É tipo um combo: volume + pele mais bonita.
Pode combinar com prótese sim
Essa é verdade. Em alguns casos, a técnica é usada junto com próteses, principalmente em mama e glúteos. O objetivo não é substituir, mas refinar o resultado.
A gordura ajuda a suavizar contornos e deixar tudo com uma aparência mais natural, sem aquele aspecto marcado.
Mais gordura não significa melhor resultado
Aqui vale um alerta importante. Não adianta pensar “quanto mais, melhor”. Existe um limite seguro para o enxerto.
Exagerar pode comprometer o resultado, aumentar a reabsorção e até causar irregularidades. Ou seja, menos pode ser mais quando falamos de técnica.
O pós-operatório faz toda a diferença
Não é só sobre a cirurgia em si. O resultado final depende de vários fatores, incluindo o seu corpo, a técnica utilizada e, principalmente, os cuidados depois do procedimento.
“Fatores como técnica, características do paciente e cuidados no pós-operatório influenciam diretamente na sobrevivência da gordura enxertada”, reforça o especialista.
Texto por: Dr. Gerson Julio