Por que tomamos choque quando tocamos outra pessoa?
- Fabricio Colli
- 24/02/2025
- Saúde
Podemos tomar choque ao tocarmos ou esbarrarmos em outras pessoas. Entenda os fatores que fazem com que esse fenômeno aconteça no dia a dia
É comum que algumas pessoas sintam pequenos choques ao tocar em outras, seja ao se cumprimentarem ou simplesmente se encostarem. Por isso que, esse tipo de choque acontece por conta da eletricidade estática, que pode se acumular em um corpo através de alguma espécie de atrito e se descarregar em outro corpo através do toque.
“O choque ocorre quando há uma diferença de potencial elétrico (ddp) entre nosso corpo e o de outra pessoa (ou um objeto). Quando encostamos em alguém, a carga acumulada no corpo se descarrega rapidamente, criando uma corrente elétrica momentânea que ativa os receptores nervosos da pele, causando a sensação de choque.” Assim, explica Marcus Vinícius Sant’Ana Freitas, professor de Física do Colégio Arnaldo, de Belo Horizonte.
É muito comum de sentirmos esse “choque” em shoppings. Andamos durante muito tempo calçados em um ambiente que, normalmente, possui aparelhos de ar-condicionado ligados. Ao caminhar, eletrizamos por atrito, nosso corpo com as nossas roupas. Além disso, estamos isolados eletricamente pelo ar e pelos nossos calçados. Assim, facilmente podemos acumular cargas elétricas.
Como ocorre a acumulação dessa carga elétrica?
O professor explica que, quando penteamos nosso cabelo com um pente de plástico, pode ocorrer o processo de eletrização. Um corpo eletrizado é aquele que ganhou ou perdeu elétrons. Dessa forma, elétrons do cabelo podem ser transferidas para o pente. Quando um corpo está eletrizado, dizemos que acumulou eletricidade estática. Essa eletricidade estática pode ser facilmente testada em casa: atritando um pente no cabelo, essa eletricidade estática acumulada pode fazer com que pequenos pedaços de papel possam ser atraídos!
Quando caminhamos, o atrito entre nosso corpo e a nossa roupa pode provocar esse processo de eletrização. Como usamos sapatos, tênis ou sandálias de borracha (isolantes elétricos), essas cargas elétricas tendem a ficar acumuladas em nosso corpo.
Alguns dos fatores que desse acúmulo são:
- Baixa umidade do ar: em ambientes secos, a carga acumulada se dissipa mais lentamente, aumentando a chance de choques.
- Tipo de roupa: tecidos sintéticos, como poliéster e nylon, favorecem a eletrização por atrito.
- Calçados: solados de borracha impedem a dissipação da carga elétrica para o solo.
- Superfícies e objetos: andar em carpetes ou sentar-se em cadeiras estofadas pode gerar eletricidade estática.
Por isso, quando uma criança desce um escorregador de plástico, ela pode ficar eletrizada devido ao atrito entre o material do escorregador e as roupas. Os cabelos “arrepiados” mostram claramente um acúmulo de cargas elétricas no corpo da crianças.
Profissional consultado: Marcus Vinícius Sant’Ana Freitas, professor de Física do Colégio Arnaldo, de Belo Horizonte
Texto por: Fabricio Colli | Redação Saúde Minuto | Editado por: Rafaela Navarro