Dor de cabeça x Enxaqueca crônica: quais as diferenças?
- Fabricio Colli
- 28/03/2025
- Bem-estar Curiosidades Saúde
Saiba identificar se suas dores de cabeça são tensões comuns ou se podem indicar uma condição mais severa
Todas as pessoas sentem dores de cabeça de vez em quando, e elas podem variar em intensidade. No entanto, é fundamental observar esses episódios para distinguir as dores resultantes das tensões diárias daquelas causadas por condições de longa duração, como a enxaqueca crônica.
Dores de cabeça comuns
A dor de cabeça tensional, também conhecida como cefaleia tensional, é um tipo mais leve ou moderado de dor que, normalmente, não dura muito tempo. Ela provoca uma sensação de pressão na cabeça, afetando principalmente as áreas frontal, temporal (nas laterais da cabeça) ou na região posterior da cabeça e pescoço. Em geral, a dor não é intensa e não impede a pessoa de realizar suas atividades diárias, embora cause certo desconforto.
As principais causas da dor de cabeça tensional incluem estresse psicológico, fadiga ou falta de sono, tensão muscular na cabeça e nos ombros, além de má postura. O tratamento costuma ser feito com remédios comuns, como ibuprofeno e paracetamol.
Enxaqueca Crônica
A enxaqueca crônica ocorre quando a dor de cabeça se manifesta por mais de 15 dias ao mês e persiste por pelo menos 3 meses. A dor costuma ser intensa e pulsante, acompanhada de sintomas como náuseas, vômitos, fotofobia (sensibilidade à luz) e hipersensibilidade ao som. Ela pode afetar apenas um lado da cabeça.
Embora não exista cura para a enxaqueca crônica, o tratamento pode ajudar a aliviar os sintomas. Ele inclui medicamentos preventivos, como betabloqueadores ou anticonvulsivantes, e analgésicos de alívio imediato, como triptanos. Além disso, mudanças no estilo de vida e a prevenção de gatilhos também são essenciais.
A Dr.ª Jerusa Alecrim, cefaliatra, afirma que os médicos devem adaptar o tratamento das crises às respostas de cada paciente.
“A prevenção das crises pode ser feita por meio da combinação de várias abordagens não farmacológicas, como atividade física, meditação, acupuntura, neuromodulação com estímulos elétricos, educação sobre o problema, biofeedback, técnicas de relaxamento, psicoterapia e adoção de bons hábitos alimentares e de sono”, explica a especialista.
Como identificar?
Para diferenciar as dores de cabeça, é fundamental observar fatores como frequência, sinais, duração dos sintomas e fatores desencadeantes.
Muito raramente, uma dor começa com alta frequência. Em geral, ela surge de forma gradual e vai se intensificando com o tempo.
“Algumas dores são um sinal de alerta de que algo mais grave pode estar acontecendo. O diagnóstico precoce é crucial”, explica a Dr.ᵃ Jerusa. “Até mesmo nas cefaleias primárias (aquelas que são a própria doença e não resultam de outros problemas ou fatores), como a enxaqueca e a cefaleia tensional, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais.”
Profissional consultada: Dra. Jerusa Alecrim, cefaliatra e acupunturista
Texto por: Fabricio Colli | Redação Saúde Minuto | Editado por: Rafaela Navarro