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Cresce número de pacientes com diabetes tipo 2
- Redação Saúde Minuto
- 14/11/2025
- Saúde
72% dos pacientes acompanhados no Ambulatório de Cardiometabolismo do Dante Pazzanese de Cardiologia têm a doença.
O diabetes mellitus segue em expansão no mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2021, 1 em cada 10 adultos vivia com diabetes, sendo que mais de 90% dos casos correspondem ao tipo 2. As projeções indicam que, até 2045, a prevalência global aumentará 46%, reforçando os desafios para a saúde pública. Muitas vezes, o paciente nem sabe o que está consumindo e em que quantidades.
No Brasil, o impacto é sentido diretamente no atendimento do Ambulatório de Cardiometabolismo do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, que realiza mais de 6 mil consultas anuais. Um levantamento realizado com os pacientes acompanhados mostra que 72% têm diagnóstico de diabetes tipo 2, majoritariamente mulheres acima dos 40 anos.
O crescimento da doença está diretamente relacionado aos hábitos de vida atuais. Excesso de peso, sedentarismo, consumo elevado de alimentos processados e ultraprocessados e o estresse contribuem para esse aumento. Além disso, o diabetes raramente aparece de forma isolada: cerca de 87% dos pacientes do ambulatório também são hipertensos, 90% apresentam colesterol acima do ideal, 50% têm doença arterial coronária e 18% já desenvolveram doença renal crônica.
Segundo a médica Rafaela Penalva, chefe da Seção de Cardiometabolismo do IDPC, o cuidado com esses pacientes precisa ir além do controle glicêmico. Ela destaca que o diabetes é uma condição que afeta diversos sistemas do corpo e que o acompanhamento deve ser global, com foco na prevenção de complicações que comprometem a qualidade de vida e aumentam o risco cardiovascular.
Para isso, o ambulatório atua com equipe multidisciplinar, formada por endocrinologistas, cardiologistas, nutricionistas, enfermeiros e oftalmologistas. O serviço também conta com o Programa AGIR, Acompanhamento Glicêmico Intensivo e Reeducação em Diabetes, voltado especialmente para usuários de insulina que necessitam de suporte ampliado. A médica reforça que o objetivo é olhar o paciente como um todo, tratando o diabetes e tudo o que vem com ele, e que educação em saúde, adesão ao tratamento e acompanhamento contínuo fazem diferença no futuro dessas pessoas.
A Dra. Rafaela Penalva ressalta que a adesão ao tratamento e a reeducação alimentar ainda representam grandes desafios. Segundo ela, o prato do brasileiro está repleto de ultraprocessados, ricos em açúcar, sódio e gorduras. Ela afirma que falta maior controle, além de campanhas educativas que incentivem escolhas mais saudáveis. Outro fator citado pela médica é o estilo de vida cada vez mais digital, que contribui para o sedentarismo e o ganho de peso. O aumento do estresse também é considerado um fator de risco que ajuda a aumentar o risco cardiovascular dos pacientes.
Tipos de Diabetes:
Diferença entre diabetes tipo 1 e tipo 2
O tipo 1 é uma condição autoimune, em que o organismo deixa de produzir insulina, exigindo seu uso desde o diagnóstico. Já o tipo 2 está relacionado à resistência à insulina e tem forte influência da idade, obesidade, alimentação inadequada e sedentarismo. O tratamento pode incluir mudanças no estilo de vida, medicamentos e, em alguns casos, insulina.
Texto de: Dra. Rafaela Penalva, Chefe da Seção de Cardiometabolismo do IDPC
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