Você sabe como agir em caso de engasgo infantil?
- Eduardo Ventura
- 28/02/2026
- Kids
O engasgo é um dos acidentes domésticos mais comuns na infância e também um dos que mais assustam pais e responsáveis. Crianças pequenas, especialmente até os 3 anos de idade, são mais vulneráveis porque ainda não têm total controle da mastigação e da deglutição. Além disso, é natural que explorem o ambiente levando objetos à boca, o que aumenta significativamente o risco de sufocamento.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, a aspiração de corpo estranho é mais frequente entre 1 e 3 anos.
Como identificar o engasgo
O engasgo acontece quando um alimento, líquido ou objeto bloqueia parcial ou totalmente a passagem de ar pelas vias respiratórias. Entre os sinais de alerta estão tosse persistente, dificuldade para respirar, rouquidão, agitação e coloração arroxeada nos lábios. Quando a criança leva as mãos ao pescoço e não consegue emitir sons, o quadro pode indicar obstrução total uma emergência que exige ação imediata.
O que fazer (e o que NÃO fazer)
Se a criança estiver tossindo, o ideal é não interferir de forma brusca, pois a tosse é o mecanismo mais eficaz para expulsar o objeto. Não se deve sacudir, virar de cabeça para baixo ou tentar retirar algo da boca sem conseguir visualizar claramente.
Quando há dificuldade respiratória evidente, as manobras variam conforme a idade. Em bebês de até 1 ano, recomenda-se colocá-los de bruços sobre o antebraço, com a cabeça mais baixa que o corpo, e aplicar cinco palmadas firmes entre as escápulas. Se não resolver, o bebê deve ser virado e receber compressões torácicas suaves no centro do peito. Já em crianças maiores de 1 ano, a orientação é posicionar-se atrás delas e realizar compressões rápidas na região acima do umbigo, em movimento para dentro e para cima, técnica conhecida como manobra de Heimlich.
Prevenção é fundamental
Embora saber agir seja fundamental, a prevenção ainda é a melhor estratégia. Cortar alimentos em pedaços pequenos, evitar que a criança coma correndo ou brincando, supervisionar as refeições e manter objetos pequenos fora do alcance são medidas simples que reduzem drasticamente os riscos. Também é essencial respeitar a classificação indicativa dos brinquedos estabelecida pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia.