Pistache: o queridinho do momento que vai muito além do sorvete
- Redação Saúde Minuto
- 08/03/2026
- Alimentos saudáveis Nutrição
Se você acha que pistache é só aquele sabor diferente de sorvete, está desatualizado.
Ele virou protagonista. Está no pesto, no cookie, na salada, no chocolate, no iogurte e até como petisco estratégico no meio da tarde. E não é só tendência de rede social. Ele realmente entrega. Segundo a nutricionista Ana Paula Pereira da Silva, coordenadora de Nutrição da Casa de Saúde São José, o pistache é uma oleaginosa nutricionalmente densa e pode ser um aliado da saúde quando consumido com equilíbrio. “Ele reúne proteínas vegetais, fibras, gorduras boas, vitaminas e minerais importantes para o funcionamento do organismo”, explica.
O que o pistache tem de tão especial?
Em uma porção de cerca de 30 gramas, equivalente a um punhado, o pistache oferece:
- Aproximadamente 6 g de proteína vegetal
- Cerca de 3 g de fibras
- Gorduras insaturadas, que fazem bem para o coração
- Vitamina B6, importante para metabolismo energético e sistema nervoso
- Minerais como potássio, magnésio e fósforo
- Antioxidantes como luteína e zeaxantina
“Comparado a outras oleaginosas, o pistache tem um perfil interessante porque combina fibras, proteínas e antioxidantes em boas quantidades”, destaca Ana Paula.
Pistache ajuda na dieta?
Pode ajudar, sim. Mas não é passe livre.
Apesar de ser calórico, cerca de 160 calorias por porção de 30 g, o pistache promove saciedade. A combinação de proteína, fibra e gordura boa ajuda a controlar a fome ao longo do dia. “Ele pode fazer parte de estratégias de controle de peso, desde que a quantidade seja ajustada dentro do plano alimentar”, orienta a nutricionista.
Além disso, o consumo moderado está associado a benefícios como:
- Melhora do perfil do colesterol
- Melhor controle da glicose no sangue
- Apoio à saúde intestinal por causa das fibras
- Ação antioxidante, que protege as células
A recomendação geral é manter o consumo em torno de 30 g por dia.
Natural ou salgado?
Outro ponto importante é o sódio.
“As versões salgadas podem ter quantidades elevadas de sal. Para quem tem hipertensão ou precisa controlar o consumo de sódio, o ideal é optar pela versão natural ou sem sal”, alerta Ana Paula Pereira da Silva. E, claro, pessoas com alergia a oleaginosas devem evitar o consumo.
Existe risco de contaminação?
Assim como outras oleaginosas, o pistache pode ser contaminado por aflatoxinas, substâncias produzidas por fungos quando há falhas no armazenamento.
“Elas não alteram necessariamente o sabor, por isso é importante escolher marcas confiáveis e observar o aspecto do produto”, explica a nutricionista. Com o consumo de pistache crescendo no Brasil, a fiscalização é essencial para garantir segurança. Segundo a auditora fiscal federal agropecuária Ludmilla Verona, as amostras são coletadas em portos, aeroportos e fronteiras para análise laboratorial, principalmente para detectar aflatoxinas, toxinas que podem trazer riscos à saúde. Para Janus Pablo Macedo, presidente do Anffa Sindical, o aumento do consumo exige vigilância constante para que o produto chegue ao consumidor dentro dos padrões sanitários.
Algumas orientações importantes:
- Prefira marcas com controle de qualidade e certificações
- Evite produtos com cheiro estranho, umidade ou sinais de mofo
- Pistaches com casca tendem a ter menor risco
- Armazene em recipiente hermético, em local fresco e seco
Texto por: Ana Paula Pereira da Silva