O hambúrguer não é o vilão. Mas alguns podem virar uma bomba calórica
- Redação Saúde Minuto
- 28/05/2026
- Nutrição Saúde
Poucas coisas trazem tanta felicidade quanto um hambúrguer bem feito. Pão macio, carne suculenta, queijo derretendo… difícil competir.
E a boa notícia é: hambúrguer pode, sim, fazer parte da alimentação. O problema começa quando a gordura entra em cena sem limites.
Muita gente não percebe, mas alguns blends usados em hamburguerias são feitos com cortes extremamente gordurosos, como costela e fraldinha com excesso de marmoreio. Resultado? Um hambúrguer pequeno pode carregar uma quantidade enorme de gordura saturada e calorias.
Em média, um hambúrguer bovino de 100g pode ter:
• de 200 a 300 calorias
• cerca de 12 a 22g de gordura
• cerca de 18 a 26g de proteína
Agora multiplique isso por:
• queijo
• bacon
• maionese
• fritas
• refrigerante
E pronto: a refeição pode ultrapassar facilmente mais de mil calorias.
Outro detalhe importante é que nem todo hambúrguer artesanal é saudável. Alguns blends “gourmet” usam justamente mais gordura para deixar a carne ultra suculenta. Já os industrializados congelados entram no radar pelo excesso de sódio, conservantes e gordura escondida.
Segundo a nutricionista Clariana Colaço, o hambúrguer é frequentemente associado a uma alimentação “fora da dieta” ou a refeições altamente calóricas, mas o segredo está nas escolhas dos ingredientes e no equilíbrio das combinações.
“Com o crescimento da alimentação mais flexível e menos restritiva, versões caseiras e mais leves do hambúrguer têm ganhado espaço nas rotinas alimentares”, explica.
A especialista reforça que não é necessário eliminar o hambúrguer da dieta. “O mais importante é entender como fazer escolhas mais conscientes, com ingredientes mais nutritivos e combinações equilibradas ao longo do dia.”
Para quem busca versões mais equilibradas, os especialistas costumam recomendar carnes mais magras, como:
• patinho
• coxão mole
• blends com menos gordura
• hambúrguer de frango
Além disso, pequenas substituições podem transformar o hambúrguer em uma refeição mais nutritiva:
• preferir carnes magras, como patinho ou frango moído;
• evitar fritura, dando preferência ao preparo grelhado ou na airfryer;
• acrescentar fibras com pão integral ou aveia na mistura da carne;
• incluir saladas e vegetais frescos;
• evitar excesso de molhos ultraprocessados;
• combinar com acompanhamentos mais leves, como legumes assados ou saladas.
Clariana também destaca que os hambúrgueres caseiros permitem maior controle sobre a qualidade dos ingredientes, reduzindo sódio, conservantes e gorduras saturadas comuns nas versões industrializadas.
“No fim das contas, o hambúrguer não precisa ser cancelado da rotina. Quando existe uma relação saudável com a alimentação, ele pode fazer parte da dieta sem culpa, desde que inserido dentro de um contexto alimentar equilibrado.”
Para a nutricionista, uma alimentação saudável não é baseada em restrição extrema, mas em consistência e flexibilidade. “Permitir momentos de prazer alimentar também faz parte de uma relação mais saudável com a comida.”
Mais do que um “alimento proibido”, o hambúrguer pode ser entendido dentro de uma lógica de equilíbrio alimentar, em que o foco não está na exclusão, mas na construção de escolhas possíveis e sustentáveis no dia a dia.
Texto por: Clariana Colaço