Olho vermelho no inverno? Pode ser conjuntivite viral.
- Redação Saúde Minuto
- 07/07/2026
- Saúde
Doença altamente contagiosa costuma aumentar nos meses frios e pode se espalhar rapidamente dentro de casa, nas escolas e no trabalho
Acordou com o olho vermelho, lacrimejando e aquela sensação de areia que não passa? Antes de colocar qualquer colírio por conta própria, vale prestar atenção. Principalmente no inverno.
Com o frio, as pessoas passam mais tempo em ambientes fechados, com pouca circulação de ar. Esse cenário facilita a transmissão de diversos vírus, entre eles o que causa a conjuntivite viral, uma infecção que pode passar rapidamente de uma pessoa para outra.
“Muita gente acredita que a conjuntivite é apenas uma irritação nos olhos, mas ela é altamente contagiosa. Quanto mais cedo os sintomas forem identificados e os cuidados começarem, menor será o risco de transmitir o vírus para outras pessoas”, explica o oftalmologista Dr. Leopoldo Ribeiro, do H.Olhos.
Como saber se é conjuntivite?
Na maioria das vezes, a doença começa em apenas um olho. Em poucos dias, o outro também pode ser afetado.
Os sintomas mais comuns são:
- olho vermelho;
- lacrimejamento constante;
- coceira ou ardor;
- sensação de areia nos olhos;
- pálpebras inchadas;
- secreção aquosa.
Algumas pessoas também apresentam sintomas parecidos com os de um resfriado, como coriza, dor de garganta e febre baixa.
Por que ela aparece mais no inverno?
Na verdade, o frio não causa conjuntivite.
O problema é que, nesta época do ano, ficamos mais tempo em salas fechadas, escritórios, transporte público e escolas. Com menos ventilação, os vírus circulam com mais facilidade.
“O inverno cria um ambiente ideal para a transmissão. Quando uma pessoa infectada toca os olhos e depois encosta em objetos ou cumprimenta alguém, o vírus pode se espalhar rapidamente”, explica Dr. Leopoldo.
Pega fácil?
Sim. Muito.
O vírus pode ser transmitido pelas mãos contaminadas e pelo compartilhamento de objetos do dia a dia, como:
- toalhas;
- fronhas;
- maquiagem;
- colírios;
- celulares;
- óculos.
Por isso, quem está com conjuntivite deve evitar compartilhar objetos pessoais e, sempre que possível, reduzir o contato próximo com outras pessoas durante os primeiros dias da doença.
Posso usar qualquer colírio?
Não.
Esse é um dos erros mais comuns.
Como existem diferentes tipos de conjuntivite, usar um colírio sem orientação médica pode mascarar os sintomas e até piorar o quadro.
“O tratamento da conjuntivite viral é feito para aliviar o desconforto. Compressas frias e colírios lubrificantes costumam ajudar, mas medicamentos com antibióticos ou corticoides só devem ser usados quando indicados pelo oftalmologista”, orienta o especialista.
Quem usa lente de contato deve parar?
Sim.
Durante a infecção, as lentes podem aumentar a irritação e dificultar a recuperação. A recomendação é voltar a utilizá-las apenas após a liberação do oftalmologista.
Quando procurar um médico?
Nem todo olho vermelho é conjuntivite.
Se houver dor intensa, visão embaçada, sensibilidade exagerada à luz ou se os sintomas piorarem em vez de melhorar, é importante procurar atendimento oftalmológico.
Segundo Dr. Leopoldo Ribeiro, o diagnóstico correto é essencial para descartar outras doenças oculares que podem causar sintomas parecidos.
Como evitar a conjuntivite?
A prevenção continua sendo a melhor estratégia.
Lave as mãos com frequência.
Evite coçar os olhos.
Não compartilhe toalhas, maquiagem ou colírios.
Mantenha os ambientes ventilados.
Se estiver com conjuntivite, fique em casa sempre que possível nos primeiros dias.
Texto por: Dr. Leopoldo Ribeiro