Amendoim antes ou depois da corrida? O momento de comer faz diferença
- Redação Saúde Minuto
- 14/09/2026
- Bem-estar Nutrição Saúde
Rico em gorduras insaturadas, proteínas e minerais, alimento pode entrar tanto no pré quanto no pós-treino. Quantidade e combinações, porém, merecem atenção
Quem corre sabe que escolher o que comer antes do treino pode fazer diferença. É preciso ter energia, mas sem exagerar em alimentos que tornem a digestão mais lenta ou provoquem aquela sensação de estômago pesado no meio do percurso.
O amendoim pode fazer parte dessa estratégia. Ele fornece proteínas de origem vegetal, gorduras predominantemente insaturadas, vitaminas do complexo B e vitamina E, além de minerais como magnésio, fósforo e zinco. Mas, por ser um alimento com quantidade relevante de gordura, a porção e o horário de consumo precisam ser considerados.
Antes da corrida, atenção à quantidade
No pré-treino, uma possibilidade é combinar uma pequena porção de pasta de amendoim com alimentos que forneçam carboidratos, como banana ou pão.
Segundo a nutricionista Rafaella Deieno, consultora da Santa Helena Alimentos, o ideal é evitar exageros perto do horário do exercício. “Uma boa estratégia é consumir cerca de uma hora a uma hora e meia antes do treino, sempre moderando a quantidade e respeitando a tolerância individual para evitar desconfortos durante o exercício”, explica.
Isso acontece porque alimentos ricos em gordura levam mais tempo para serem digeridos. Para algumas pessoas, comer uma quantidade grande pouco antes de correr pode provocar sensação de peso, estufamento ou outros desconfortos gastrointestinais.
Não existe, porém, uma regra que funcione para todos. O horário da corrida, a intensidade e a duração do treino e, principalmente, a tolerância de cada pessoa devem ser considerados.
E depois de correr?
Depois do exercício, o objetivo muda. É hora de ajudar o organismo a repor a energia utilizada e fornecer nutrientes para a recuperação muscular.
Nesse momento, a combinação entre carboidratos e proteínas ganha importância. Uma vitamina de frutas com pasta de amendoim é uma possibilidade. Iogurte natural, frutas e amendoim também podem compor um lanche pós-treino.
Dependendo da intensidade e da duração do exercício, pode ser necessário aumentar a quantidade de proteínas e carboidratos da refeição. E é aí que entra um cuidado importante: nenhum alimento, sozinho, é capaz de garantir recuperação muscular ou melhorar o desempenho.
O que conta é o conjunto da alimentação ao longo do dia, associado à hidratação e a uma ingestão adequada de nutrientes.
Para quem corre com frequência, aumenta progressivamente as distâncias ou está se preparando para uma prova, a estratégia alimentar também pode mudar. O que funciona antes de uma corrida leve de poucos quilômetros não necessariamente será suficiente para um treino longo.
Por isso, além de escolher bons alimentos, vale observar como o próprio organismo responde. Na corrida, tão importante quanto saber o que comer é descobrir o que funciona para você sem pesar no caminho.
Texto por: Nutricionista Rafaella Deieno, consultora da Santa Helena Alimentos

