Especial Tabaco: Os malefícios do cigarro bolado
- Redação Saúde Minuto
- 14/08/2023
- Cardiologia Otavio Eboli
Mais comum na tradição rural, ou entre os jovens e adultos urbanos, que querem conferir ao hábito de fumar uma aparência mais “descolada” ou sugestiva de rebeldia, uma vez que o procedimento de “bolar” ou enrolar assemelha-se a confecção de um cigarro de maconha (baseado).
Trata-se mais uma variante dos dispositivos de entrega de nicotina (assim como o cachimbo, charuto, rapé, cigarro industrial, vape e “tabaco aquecido”)
As folhas de tabaco são secas e recebem uma “torra”, a seguir são picadas ou torcidas de forma a se transformar no “fumo de rolo” ou “fumo de corda”, formas nas quais são distribuídas e comercializadas.
Diferem dos cigarros industrialmente produzidos por geralmente não possuírem “ filtros,” colas, e envolvem menos produtos químicos, (aditivos que incrementam a chegada da nicotina à corrente sanguínea, e mantém a brasa acesa por mais tempo) .
Mas por se basearem no mesmo objetivo principal de entregar doses crescentemente satisfatórias de nicotina ao organismo, através da combustão do tabaco em brasa, acabam cumprindo a mesma finalidade de fidelizar o consumidor através da dependência física e ainda mais a psíquica por envolverem todo o ritual da confecção do cigarro, da brasa, e do movimento ondulante da fumaça. Fatores que causarão nostalgia e podem até representar um fator de recaída, caso o usuário tome a decisão de interromper o tabagismo.
Embora possuam uma aparência mais “natural” não se pode afirmar que causem menos danos à saúde do indivíduo, especialmente à longo prazo e distante de informações e metodologias que o auxiliem caso ele se convença de que aquele hábito vai piorar a qualidade de seus anos de vida em questão de tempo.
Texto por: Dr. Otavio Eboli / Cardiologista Intervencionista