Candidíase oral: o que é, sintomas e como tratar
- Redação Saúde Minuto
- 07/10/2024
- Odontologia Saúde
A candidíase oral, também conhecida como sapinho, é uma infecção provocada pelo fungo Candida albicans. Esta condição é comum em bebês e crianças pequenas devido ao sistema imunológico ainda em desenvolvimento. No entanto, também pode afetar adultos com imunidade baixa, como portadores de HIV/Aids, câncer, diabetes e outras doenças crônicas, além de pacientes que usam próteses dentárias.
“O fungo que provoca a candidíase é normalmente encontrado em pequenas quantidades na boca e em outras áreas do corpo, mas pode causar problemas quando se multiplica descontroladamente”, explica o Dr. Sergio Lago, cirurgião-dentista. “Os sintomas incluem manchas brancas na língua, na parte interna das bochechas, no céu da boca e na garganta, além de dor e dificuldade para engolir”, completa. “Na ocorrência desses sinais, é muito importante procurar um dentista, já que, na ausência de tratamento, a candidíase pode evoluir para a laringe e o esôfago, trazendo problemas como inflamação, dificuldade para engolir e rouquidão”, conclui.
O especialista destaca que, além dos grupos de risco citados anteriormente, outros fatores podem favorecer o surgimento da doença. Entre eles, estão o uso de antibióticos de largo espectro, que podem alterar a flora normal do corpo, permitindo o crescimento excessivo do fungo; a idade avançada, já que idosos podem ter um sistema imunológico mais fraco e uma flora oral alterada; o uso de corticosteroides, pois esses medicamentos suprimem o sistema imunológico, incluindo inaladores para asma; a gravidez, devido às mudanças hormonais que podem favorecer o crescimento do fungo; e, por fim, o estresse, que pode enfraquecer o sistema imunológico, facilitando infecções.
O tratamento da candidíase oral é prescrito pelo dentista ou médico, sendo personalizado após a avaliação do paciente. Em geral, envolve uma combinação de medicamentos e práticas de higiene. Entre os remédios mais comumente recomendados estão a Nistatina, Clotrimazol, Fluconazol ou Itraconazol (especialmente em casos mais graves ou recorrentes). Além disso, o paciente deve ter atenção à higiene bucal, escovando os dentes no mínimo duas vezes por dia, após as refeições, e utilizando fio dental em todas as escovações, assim como o enxaguante bucal (caso tenha sido recomendado pelo dentista).
“Vale lembrar que as visitas regulares ao dentista são importantes para a prevenção, diagnóstico e tratamento precoce da candidíase oral”, destaca o Dr. Lago.
Como prevenir o problema?
Segundo o especialista, a prevenção da candidíase oral envolve o controle dos fatores que podem favorecer o surgimento da doença. Portanto, pacientes diabéticos devem manter um rigoroso controle dos níveis de açúcar no sangue; pacientes imunocomprometidos devem, junto a seus médicos, manter sob controle as condições que levam ao enfraquecimento do sistema imunológico. No caso de quem faz uso de medicamentos corticosteroides (que podem desencadear o problema), pode ser necessário um ajuste na dose ou até mesmo a substituição desses remédios.
Existem também recomendações que valem para todas as pessoas, como evitar alimentos ricos em açúcar, manter uma dieta balanceada e nutritiva e ingerir bastante água, para manter a boca úmida e ajudar na eliminação do fungo.
Texto por Dr. Sergio Lago – Cirurgião Dentista | Redação Saúde Minuto
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