Dia Mundial da Psoríase: conheça a doença, sintomas e como se tratar
- Redação Saúde Minuto
- 29/10/2024
- Saúde
É celebrado nesta terça-feira, 29, o Dia Mundial da Psoríase. A data faz valer a relembrança a uma doença presente em cerca de 1% a 3% da população mundial e que, por mais que mais frequente entre adultos e idosos, merece a atenção de todos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a psoríase como uma doença crônica, não transmissível, dolorosa, desfigurante e incapacitante. Manifestando-se principalmente na pele, ela, apesar do estigma instaurado sobre os portadores, não é contagiosa e pode ser controlada por meio do tratamento adequado.
A Dra. Alice Magalhães, dermatologista da clínica EVCITI, explica que não há cura para a doença, mas que os tratamentos existentes hoje são “eficazes e capazes de melhorar a qualidade de vida aos pacientes”.
“Não se sabe exatamente o que causa psoríase, mas acredita-se que ela seja autoimune: o corpo, por algum motivo, reconhece que precisa agir com mais inflamação que o normal. A maioria das pessoas tem um quadro leve, com períodos de melhora e piora”, explica a Dra.
Multifacetária, a psoríase pode demonstrar-se em placas e nas formas invertida, eritrodérmica – a mais grave -, ungueal, artropática, pustulosa e palmoplantar. O modo mais costumeiro de aparição é a invertida, onde a doença exclama na forma das lesões de pele eritematosas (vermelhas) e com descamação. Nela, as escamas podem ser mais grosseiras, chegando a ter um aspecto prateado, ou mais finas. As lesões se concentram, sobretudo, em regiões como: joelhos, cotovelos, couro cabeludo e atrás das orelhas.
A Dra. elucida sobre o diagnóstico clínico: “as lesões são bem características e, por isso, o exame clínico feito durante a consulta dermatológica tende a ser suficiente; nos casos de lesões diferentes ou que já foram alvo de outros tratamentos, é possível recorrer à biópsia de pele”, encerra.
O tratamento da psoríase varia conforme a gravidade: casos leves, com lesões limitadas, são geralmente tratados com cremes tópicos, hidratação e evitando irritantes da pele. Em casos mais graves ou que afetam áreas sensíveis (rosto, região genital e mãos), podem ser indicados fototerapia, medicamentos imunossupressores ou imunobiológicos administrados por injeção.
Profissional consultado: Dra. Alice Rocha de Magalhães, médica dermatologista pela Universidade Federal da Bahia em especialização em Imunologia Clínica e Alergia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de São Paulo.
Texto por: Francisco Varkala | Redação Saúde Minuto