Espirros, nariz entupido e coceira? Pode ser rinite alérgica
- Redação Saúde Minuto
- 28/07/2026
- Saúde
Quem convive com crises de espirros, nariz escorrendo, coceira e sensação constante de nariz entupido sabe como a rinite alérgica pode atrapalhar o dia a dia. Embora muita gente trate o problema como algo simples, a doença pode prejudicar o sono, reduzir a produtividade, afetar a qualidade de vida e até aumentar o risco de complicações respiratórias, como asma e conjuntivite alérgica.
Segundo a otorrinolaringologista, alergista e imunologista Dra. Mila Almeida, membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), a rinite alérgica acontece quando o sistema imunológico reage de forma exagerada a partículas presentes no ambiente, como ácaros da poeira, fungos, pólens e pelos de animais.
“O organismo identifica essas substâncias como uma ameaça e desencadeia uma reação inflamatória na mucosa do nariz”, explica.
Os sintomas mais comuns incluem:
- espirros repetidos;
- coriza;
- nariz entupido;
- coceira no nariz, nos olhos e na garganta;
- tosse causada pelo gotejamento da secreção.
Nem todo nariz entupido é rinite
Um erro bastante comum é acreditar que qualquer nariz congestionado seja rinite alérgica.
Segundo a especialista, existem vários tipos de rinite. Algumas são provocadas por infecções, alterações hormonais, uso excessivo de medicamentos, alimentos muito quentes ou condimentados e até por fumaça, perfumes fortes e mudanças bruscas de temperatura.
Além disso, gripe e sinusite costumam ser confundidas com a rinite.
Na gripe, é comum haver febre, dores no corpo e mal-estar intenso. Já a sinusite costuma provocar dor na face, secreção mais espessa, perda do olfato e congestão nasal persistente.
Por isso, o diagnóstico médico é fundamental para definir o tratamento mais adequado.
O inverno costuma piorar as crises
Nos meses mais frios, as crises costumam se tornar mais frequentes. Isso acontece porque as pessoas passam mais tempo em ambientes fechados e acabam ficando mais expostas aos ácaros, principais responsáveis pela rinite alérgica.
A boa notícia é que pequenas mudanças dentro de casa ajudam bastante.
Entre as principais recomendações estão:
- manter os ambientes limpos e bem ventilados;
- evitar tapetes, cortinas de tecido e bichos de pelúcia;
- lavar roupas guardadas antes de usá-las;
- trocar a vassoura por pano úmido ou aspirador com filtro HEPA;
- utilizar capas antiácaro em colchões e travesseiros;
- manter os filtros do ar-condicionado sempre limpos;
- quem tem animais de estimação pode se beneficiar do uso de purificadores de ar.
Existe tratamento?
Sim. E ele vai muito além dos antialérgicos.
O tratamento é individualizado e pode incluir lavagem nasal com soro fisiológico, sprays nasais para controlar a inflamação e medicamentos antialérgicos quando necessário.
Em alguns casos, o médico pode indicar a imunoterapia, conhecida popularmente como “vacina para alergia”. Segundo a Dra. Mila, esse é o único tratamento capaz de modificar a evolução da doença, reduzindo a frequência das crises e diminuindo o risco de que a rinite evolua para asma.
“O acompanhamento médico é importante para controlar os sintomas e evitar que uma doença tão comum continue interferindo na qualidade de vida”, conclui.