Fez vasectomia? Estes erros podem comprometer sua recuperação
- Redação Saúde Minuto
- 26/06/2026
- Saúde Vasectomia
A vasectomia é rápida, segura e tem ajudado cada vez mais homens que decidiram encerrar o planejamento familiar. Mas engana-se quem pensa que basta sair da cirurgia e voltar à vida normal no dia seguinte.
Voltar para a academia antes da hora, abandonar o preservativo cedo demais ou até ignorar o exame de controle estão entre os erros mais comuns após o procedimento.
Segundo o urologista Dr. Pedro Bastos, um dos maiores mitos é acreditar que a vasectomia faz efeito imediatamente.
“Muitos homens pensam que saem da cirurgia já estéreis, mas isso não acontece. Ainda podem existir espermatozoides nas vias seminais por um período. Por isso, é fundamental manter outro método contraceptivo até a liberação médica”, explica.
Outro deslize frequente é exagerar nos esforços físicos durante a recuperação. Corrida, musculação, futebol e atividades de impacto podem aumentar a dor, provocar sangramentos e favorecer o surgimento de hematomas.
As relações sexuais também exigem um pouco de paciência. Embora a recuperação costume ser rápida, retomar a atividade sexual antes do tempo recomendado pode causar desconforto e aumentar o inchaço na região operada.
Mas talvez o erro mais perigoso seja não fazer o espermograma de controle. É esse exame que confirma se a vasectomia realmente atingiu seu objetivo.
A vasectomia pode causar impotência?
Essa é uma das dúvidas mais comuns nos consultórios. E a resposta é não.
A cirurgia não interfere na produção de testosterona, não reduz o desejo sexual e não afeta a ereção ou o orgasmo.
“A vida sexual permanece normal após a recuperação”, reforça o especialista.
Quando é hora de procurar ajuda?
Dor intensa, aumento importante do inchaço, febre, vermelhidão na região operada ou saída de secreção são sinais de alerta e merecem avaliação médica.
Embora as complicações sejam raras, identificar o problema logo no início pode evitar dores de cabeça e garantir uma recuperação mais tranquila.
Texto por: Dr. Pedro Bastos, médico urologista e andrologista (CRM-MG 48089 | RQE 31390).