Fralda Geriátrica: Os erros mais comuns que você precisa evitar
- Redação Saúde Minuto
- 26/03/2026
- Geriatria Saúde
Vamos combinar?
Fralda em adulto ainda é cercada de tabu, mas a verdade é simples: quando bem indicada, ela resolve um problema e devolve segurança. Nada de romantizar. Nada de preconceito.
As orientações a seguir foram fornecidas por Maria Alice Lelis, doutora em Ciências da Saúde – Urologia pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e enfermeira consultora da TENA.
A fralda entra quando existe perda de urina ou fezes associada à dificuldade para ir ao banheiro sozinho. Não é só “escapou um pouco”. É quando a situação começa a atrapalhar o dia a dia, gerar constrangimento ou exigir ajuda constante.
Nem todo mundo precisa de fralda. Para perdas leves ou moderadas, existem opções mais discretas, como absorventes específicos ou roupas íntimas absorventes, que permitem manter a rotina normal.
Outro ponto importante: fralda não piora a incontinência. Isso é mito. Ela não “acostuma” o corpo nem agrava o problema. O que prejudica é o uso errado, principalmente quando a fralda não absorve bem ou fica tempo demais no corpo.
Um dos erros mais comuns é achar que pode deixar “até encher”. Não pode. O contato prolongado da urina com a pele causa irritação, feridas e assaduras, que também acontecem em adultos.
A troca e a higiene fazem toda a diferença. O ideal é trocar, em média, de quatro a seis vezes por dia, sempre limpando bem a pele a cada troca, usando produtos adequados e, quando necessário, aplicando cremes de proteção. Simples e essencial.
O risco de infecção também existe quando esses cuidados não são seguidos. Umidade, calor e falta de higiene criam o ambiente perfeito para fungos e bactérias.
Outro erro é achar que qualquer fralda serve. Não serve. Tamanho errado vaza, material ruim esquenta e produtos de baixa absorção irritam a pele. Aqui não é detalhe, é conforto e saúde.
Usar duas fraldas ao mesmo tempo também não resolve. Pelo contrário, piora o ajuste no corpo, aumenta o risco de vazamentos e pode agredir ainda mais a pele.
E a autoestima? Esse é um ponto importante. Fralda não é sinal de fim. É ferramenta de cuidado. Quando bem usada, evita constrangimentos, traz mais segurança e permite que a pessoa continue saindo, convivendo e vivendo normalmente.
E sim, há tratamento para incontinência. Fisioterapia pélvica, acompanhamento médico e outras abordagens podem melhorar, e muito, o quadro.
Texto por: Maria Alice Lelis