Hemodiálise: como funciona e quando ela se torna necessária?
- Redação Saúde Minuto
- 10/06/2026
- Hemodiálise Saúde
A hemodiálise é um tratamento que salva vidas e muita gente só entende sua importância quando os rins deixam de funcionar adequadamente. Apesar de bastante conhecida, ainda existem dúvidas sobre como o procedimento funciona e em quais situações ele se torna necessário.
Os rins têm a função de filtrar o sangue, eliminando toxinas, excesso de líquidos e substâncias que o corpo não consegue aproveitar. Quando essa função é comprometida, seja de forma gradual ou repentina, o organismo passa a acumular resíduos que podem causar sérias complicações à saúde, e é nesse momento que a hemodiálise pode ser indicada.
Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), quase 180 mil pessoas estão em diálise atualmente no Brasil. O procedimento funciona como um “rim artificial”, utilizando uma máquina para filtrar o sangue e remover impurezas do organismo. Durante o tratamento, o sangue é retirado do corpo por meio de um acesso vascular e levado até a máquina de hemodiálise. No equipamento, o sangue passa por um filtro especial chamado de “dialisador”, responsável por remover toxinas, excesso de líquidos e resíduos acumulados no organismo. Após esse processo de filtragem, o sangue retorna limpo ao corpo.
Segundo a nefrologista Dra. Daphnne Camaroske Lopes, nefrologista da Fenix Nefrologia, a hemodiálise costuma ser necessária em casos de insuficiência renal avançada e destaca que o tratamento pode ser indicado tanto em casos crônicos quanto agudos.
A insuficiência renal pode acontecer de maneira silenciosa. Doenças como hipertensão arterial e diabetes estão entre as principais causas do problema, além de fatores como predisposição genética, uso excessivo de medicamentos e doenças autoimunes.
O tratamento de hemodiálise geralmente é realizado em clínicas especializadas, cerca de três vezes por semana, com sessões que duram, em média, quatro horas. Além da hemodiálise, alguns casos podem ser tratados com diálise peritoneal ou transplante renal, dependendo da avaliação médica e das condições clínicas de cada paciente.
Mais do que um tratamento, a hemodiálise representa uma alternativa essencial para garantir qualidade de vida e sobrevida aos pacientes com insuficiência renal. O tema também reforça a importância da prevenção e do acompanhamento médico regular, especialmente para pessoas com fatores de risco.
Como a hemodiálise impacta a rotina e a qualidade de vida dos pacientes no dia a dia?
O tratamento exige uma adaptação importante na rotina, já que os pacientes precisam comparecer às sessões com frequência semanal. A hemodiálise impacta não apenas a rotina física, mas também emocional e social do paciente. Apesar disso, com acompanhamento adequado, muitos conseguem manter suas atividades diárias, trabalhar e ter qualidade de vida.
Quais avanços tecnológicos mais têm contribuído para tornar a hemodiálise mais segura e confortável atualmente?
Os avanços tecnológicos têm permitido sessões mais eficientes, seguras e menos desconfortáveis. Hoje contamos com máquinas mais modernas, capazes de realizar um controle mais preciso da filtragem do sangue e da retirada de líquidos, reduzindo complicações durante o procedimento, chamadas de hemodiafiltraçâo, que é uma terapia mais moderna que a hemodiálise convencional. Além disso, as melhorias nos filtros, sistemas de monitoramento e individualização do tratamento têm contribuído para aumentar o conforto e a segurança dos pacientes em hemodiálise.
Texto por: Dra. Daphnne Camaroske Lopes — Nefrologista da Fenix Nefrologia
CRM – 138.408 | RQE – 93247