Outubro Rosa: Informação e tratamento às pacientes com câncer de mama
- Redação Saúde Minuto
- 06/10/2023
- Oncologia Saúde
Mais de 73 mil brasileiras devem receber o diagnóstico de câncer de mama neste ano. São milhares de mães, filhas, esposas, amigas e colegas de trabalho que terão de enfrentar uma jornada de tratamento e que precisam de cuidado e apoio.
Nosso papel, como profissionais de saúde, é acabar com alguns mitos que ainda persistem sobre estas doenças. Informar que o tratamento melhorou muito, que os efeitos colaterais são cada vez menores e que as taxas de cura são altas, principalmente quando há o diagnóstico precoce.
Muitas mulheres ainda têm receio do diagnóstico e acabam até postergando seus exames preventivos. Ou, também, se percebem algum sinal e alguma alteração, escondem da família. Então, a questão é sobre educação, desmistificar e oferecer um acesso à saúde adequado para todas as mulheres, para que tenhamos melhores desfechos.
Estimular a adoção de um estilo de vida saudável é fundamental na prevenção do câncer de mama. Fatores de risco como a obesidade, sedentarismo, o uso excessivo de bebida alcoólica, são modificáveis e devem ser alterados. Outros, como a história familiar, presença de alteração genética, primeira gestação após os 35 anos, devem ser acompanhados de perto.
E, para todos os casos, valem as orientações para o exame de rastreamento, que pode ser a mamografia e o ultrassom de mama, a partir dos 40 anos de idade de forma anual para todas as mulheres.
É importante destacar, por outro lado, que temos muitas notícias positivas no tratamento do câncer de mama.
Aqui no país, tivemos recentemente aprovação de novas drogas, as vacinas conjugadas a medicações altamente potentes, que estão revolucionando o cuidado e o controle da doença de mulheres com câncer de mama metastático.
Há drogas-alvo que também vêm prevenir recidiva e tratar mulheres que já têm a recidiva. Os tratamentos têm avançado e, cada vez mais, são eficazes e menos tóxicos. Precisamos, agora, garantir que as pacientes tenham acesso a essas inovações. Assim, o Outubro Rosa será para todas!
Texto por Dra. Debora Gagliato é oncologista da BP | A Beneficência Portuguesa de São Paulo e integrante do Comitê Científico do Instituto Vencer o Câncer