Protagonismo das mulheres na área da saúde
- Redação Saúde Minuto
- 08/03/2022
- Curiosidades Saúde
No século XXI, a inserção das mulheres no mercado de trabalho cresceu de forma exponencial. Reflexo de um movimento que teve início nos anos 60, as mulheres gradualmente se consolidaram em um espaço que já era de direito delas: o mundo corporativo. Na área da saúde não é diferente.
De acordo com os dados do Censo realizado pelo IBGE, dos mais de 6 milhões de profissionais que fazem parte dos setores público e privado da área da saúde, a maioria é composta de mulheres. Segundo o levantamento, elas representam mais de 65% da força de trabalho neste setor.
Apesar disso, o abismo salarial entre homens e mulheres na medicina ainda é, infelizmente, uma realidade. Segundo dados levantados pelo Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), 80% das mulheres que exercem a profissão estão nas categorias de renda mais baixas, enquanto 51% dos homens estão inseridos nas faixas salariais mais altas.
São dados paradoxais, já que um estudo recente realizado por cinco pesquisadoras da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) sugere que está ocorrendo uma feminização na área da saúde – um aumento do protagonismo feminino. A pesquisa aponta que, neste setor, as mulheres representam quase 70% da força de trabalho. Algumas áreas como nutrição, enfermagem e fonoaudiologia são tradicionalmente femininas e tendem a continuar sendo. Porém, profissões como a medicina, a medicina veterinária e a odontologia, tradicionalmente masculinas, estão se tornando progressivamente mais femininas. E mais: a participação delas nos níveis técnico e auxiliar também está aumentando, representando hoje 73,7% do total.
Hoje, já sabemos que os avanços com relação aos direitos das mulheres foram inúmeros, mas ainda há muito o que conquistar. A desigualdade salarial ainda existe, assim como diversos estigmas que estão ligados a várias profissões na área da saúde. E, enquanto eles continuarem existindo, a luta também continua.
Texto por Marina Parreira | Redação Saúde Minuto