Queda de cabelo: entenda quando é normal e quais são os sinais de alerta
- Redação Saúde Minuto
- 30/12/2025
- Saúde
Especialista da SBCD explica as principais causas da queda capilar, os tipos mais comuns e os cuidados diários que ajudam a proteger os fios
A queda de cabelo faz parte do ciclo natural dos fios e ocorre em homens e mulheres de todas as idades. Em média, perder entre 80 e 120 fios por dia é considerado normal e não indica, necessariamente, um problema de saúde.
No entanto, quando essa queda se torna intensa, volumosa ou acompanhada de falhas visíveis, o corpo pode estar sinalizando que algo não vai bem. A saúde capilar reflete a saúde geral do organismo e, sem investigação adequada, a queda pode evoluir para perda significativa de volume, impactar a autoestima e atrasar o diagnóstico de condições que exigem cuidado.
Principais causas da queda de cabelo
Entre as causas mais frequentes estão as alterações hormonais, comuns durante o ciclo menstrual, menopausa, distúrbios da tireoide e uso de anticoncepcionais. A deficiência de nutrientes, como ferro, vitaminas do complexo B, vitamina D e zinco, também compromete o crescimento e a resistência dos fios.
O estresse contínuo e os transtornos emocionais estão entre os principais fatores associados à queda capilar. Além disso, doenças inflamatórias ou infecciosas, como COVID-19, dengue e outras condições sistêmicas, podem intensificar a queda temporária.
Segundo a dermatologista e tricologista Dra. Anna Cecília Andriolo, especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD),
“Qualquer situação que abale o organismo, seja física ou emocional, pode alterar o ciclo natural dos fios e desencadear períodos de queda mais intensa”.
Tipos mais comuns de queda capilar
Entre os diagnósticos mais frequentes está a alopecia androgenética, caracterizada pelo afinamento progressivo dos fios. Nos homens, ocorre principalmente nas entradas e na região da coroa. Nas mulheres, acomete o topo da cabeça, deixando o couro cabeludo mais visível.
Outro quadro comum é o eflúvio telógeno, que pode surgir após períodos de estresse, doenças, pós-parto, uso de medicamentos e canetas emagrecedoras — especialmente em casos de perda de peso rápida, desequilíbrio nutricional e ação farmacológica de determinados princípios ativos. Diferente da alopecia androgenética, o eflúvio telógeno é reversível com tratamento adequado.
Também é frequente a alopecia areata, doença autoimune caracterizada por falhas arredondadas no couro cabeludo. Ela pode afetar sobrancelhas, cílios e outras áreas do corpo, variando de pequenas falhas à queda total dos cabelos.
Casos de queda pós-parto e pós-COVID também são comuns e podem surgir meses após o evento inicial.
“Além desses quadros, existem as alopecias cicatriciais primárias, doenças inflamatórias que podem levar à atrofia definitiva das raízes responsáveis pela produção dos fios. Esses casos vêm aumentando e ainda são pouco diagnosticados”, alerta a especialista.
Importância do diagnóstico precoce
A SBCD reforça que o diagnóstico precoce é essencial para definir o tratamento mais adequado.
“É fundamental observar mudanças no volume ou na intensidade da queda. Quando a queda se torna acentuada, ela pode ter diferentes origens. Nessas situações, o dermatologista especializado é o profissional preparado para realizar o diagnóstico e indicar o tratamento mais seguro, considerando idade, sexo, histórico clínico e possíveis fatores desencadeantes”, explica Dra. Anna Cecília Andriolo.
Cuidados diários para proteger os fios
Além da avaliação médica, alguns cuidados ajudam a preservar a saúde capilar:
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Evitar lavar os cabelos com água muito quente
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Reduzir o uso de secador e chapinha em altas temperaturas
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Não prender os fios com força excessiva
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Utilizar produtos adequados ao tipo de cabelo
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Limitar químicas agressivas
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Manter alimentação rica em proteínas, vitaminas e minerais
Quando procurar um dermatologista?
É recomendado buscar avaliação médica quando:
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A queda se prolonga por várias semanas
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Surgem falhas visíveis no couro cabeludo
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Os fios ficam mais finos e frágeis
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Há coceira intensa, dor, vermelhidão ou descamação
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O aumento da queda ocorre após infecções ou perda de peso rápida
“Quanto mais cedo o paciente busca avaliação, maiores são as chances de identificar a causa e iniciar um tratamento eficaz”, conclui Dra. Anna Cecília Andriolo, dermatologista e tricologista, membro da SBCD.
Texto por: Dra. Anna Cecília Andriolo