Seu nariz não para de escorrer?
- Redação Saúde Minuto
- 08/06/2026
- Coriza Saúde
Quem nunca achou que era “só um nariz escorrendo” e seguiu a vida? O problema é que, quando a coriza vira rotina, aparece toda hora, piora à noite ou simplesmente não vai embora, o corpo pode estar tentando dar um recado.
E sim: o outono costuma ser um dos grandes vilões dessa história.
Com as mudanças bruscas de temperatura típicas da meia estação, o nariz sofre mais do que muita gente imagina. Dias quentes, noites frias, tempo seco, vento, poeira… tudo isso pode irritar as vias respiratórias e transformar a famosa “aguinha no nariz” em um verdadeiro incômodo diário.
Segundo o otorrinolaringologista Dr. Gilberto Ulson Pizarro, do Hospital Paulista, referência nacional em saúde de ouvido, nariz e garganta, a coriza excessiva geralmente está ligada a quadros de rinite ou resfriados comuns.
“O nariz é muito exigido nesses períodos de transição climática. A coriza costuma ser o primeiro sinal de que algo não está funcionando bem”, explica o médico.
O problema é que muita gente normaliza o sintoma e só procura ajuda quando aparecem sinais mais fortes, como febre, dor no corpo, dor de garganta ou aquela sensação de “gripe derrubando”. Nesses casos, o quadro pode indicar infecções virais, incluindo influenza e até COVID-19.
Mas quando a coriza aparece sozinha, vai e volta o tempo todo e vem acompanhada de nariz entupido, espirros ou coceira, o alerta costuma apontar para a rinite, especialmente em quem já tem histórico alérgico.
E existe um detalhe curioso: o nariz funciona quase como um “sensor climático” do corpo. Mudanças de temperatura fazem os vasos sanguíneos da região nasal reagirem rapidamente, aumentando a produção de secreção para tentar proteger as vias respiratórias. Resultado? Lenço no bolso o dia inteiro.
O Dr. Pizarro alerta que, se os sintomas persistirem por mais de dois ou três dias ou vierem acompanhados de mal-estar, vale procurar avaliação médica.
“Passados dois ou três dias em que o paciente permanece sintomático, mesmo após medidas gerais de controle de febre e analgesia, é importante procurar atendimento médico para avaliação e possível tratamento antiviral”, orienta.
Já nos quadros leves, a prevenção ainda é a melhor estratégia. Vacinação contra gripe e COVID continua sendo uma das formas mais eficazes de evitar crises respiratórias sazonais.
Para quem sofre com rinite, o especialista recomenda não esperar o problema piorar. “O ideal é procurar o otorrinolaringologista antes ou logo no início do outono e da primavera para iniciar medidas preventivas que possam amenizar os sintomas”, destaca.
A dica parece simples, mas faz diferença: se a sua coriza já virou praticamente um acessório da estação, talvez seja hora de parar de culpar apenas o clima.
Texto por: Dr. Gilberto Ulson Pizarro