Sífilis congênita: o que é, como prevenir e tratar
- Fabricio Colli
- 24/10/2024
- Saúde
A sífilis congênita é uma doença de transmissão vertical, ou seja, que é transmitida da mãe ao feto pela placenta. Essa transmissão ocorre quando a progenitora não é submetida a um tratamento ou passa por um tratamento inadequado durante a gestação.
No caso de uma gestante que realize o pré-natal corretamente já seria possível identificar o risco de sífilis. Os sinais podem variar, como na icterícia (pele amarelada), petéquias (manchas na pele) e hepatoesplenomegalia (aumento do fígado ou baço, resultando em uma barriga saliente), além de sinais de infecção. Embora não existam muitos sinais específicos, sintomas como descamação da pele podem aparecer, mas o diagnóstico é confirmado principalmente por meio de exames.
É necessária a realização de um exame para a identificação da sífilis no pré-natal, iniciando, assim, o processo de impedimento da transmissão ao bebê. O principal é o VDRL, que deve ser feito no primeiro, segundo e terceiro trimestre da gestação.
De acordo com Dr. Juhir Paulo Braglia Jr, pediatra, neonatologista e professor da UniSul/Inspirali, o diagnóstico precoce da sífilis na gravidez é bastante importante para que a doença possa ser erradicada antes de dar qualquer complicação ou sequela para o feto. Os principais riscos são de abortamento, morte fetal e consequências após nascimento; são visíveis alterações do sistema nervoso central, no fígado, baço aumentado, risco de hemorragias devido à plaquetopenia, entre outras.
Quando o bebê recebe o diagnóstico de exposição à sífilis congênita, inicia-se um tratamento com penicilina durante 10 dias. Após esse período, o bebê é acompanhado por um infectologista. Então, são realizados exames de sorologia seriados no primeiro, terceiro meses, e continuando até que se comprove a erradicação.
“A principal maneira de prevenir que o tratamento da sífilis seja adequado é através do pré-natal adequado. Fazendo tratamento, fazendo acompanhamento, fazendo a sorologia e, principalmente, garantindo que não só a mãe seja tratada, mas também o seu parceiro” concluiu o médico neonatologista.
O Dr. Juhir também completa que, quando a mãe realiza o tratamento adequado, especialmente de forma precoce, há uma chance de 99% de o feto se desenvolver normalmente. No entanto, se o tratamento for tardio, ele pode eliminar a doença, mas não reverter os danos já causados ao feto.
Por isso, é de extrema importância que sejam feitos os exames corretos para um diagnóstico precoce e, se realizado a tempo, os procedimentos indicados para erradicar a doença no bebê. Também devemos destacar a necessidade de realização de testes no parceiro da gestante, de suma importância para a eficácia do tratamento e prevenção da sífilis para o recém-nascido. “Isso porque não adianta a mãe tratar se o parceiro não trata” ressalta o Dr.
Profissional consultado: Dr. Juhir Paulo Braglia Jr, pediatra, neonatologista e professor da UniSul/Inspirali.
Texto por: Fabricio Colli | Redação Saúde Minuto
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