Esfoliação Facial: Conheça 3 tipos e suas diferenças
- Redação Saúde Minuto
- 09/02/2023
- Beleza Dermatologia Saúde
A esfoliação é utilizada com o propósito de remover impurezas da pele, ativar a regeneração das células, evitar cravos e espinhas e facilitar penetração de substâncias hidratantes. Pode ser realizado em todo o corpo e rosto, de maneira regular. A fórmula deve ser adequada para a pele, em movimentos firmes e circulares, sem força exagerada. A esfoliação deve ser semanal ou quinzenal, de acordo com o grau de oleosidade.
Não recomendo receitas caseiras, que podem causar reações adversas, como alergias, erupções cutâneas ou irritações. Produtos ‘in natura’ podem não trazer benefícios e manuseio das mãos, sem higienização adequada pode contaminar o material na manipulação dos mesmos.
Todo produto deve ser adequado ao pH – grau de acidez, neutralidade ou alcalinidade – da região onde está sendo aplicado. Na pele que tem pH neutro, toda e qualquer substância que tenha pH muito distante do neutro, poderá causar irritação, alergia ou até mesmo queimadura no local. É necessário também adequar elementos usados ao tipo de pele, porque senão o efeito pode ser inverso. E a quantidade de água na receita caseira, além da umidade do ambiente, é determinante para se obter um efeito positivo, porque se não alcançar esse quadro ideal gera resultados desfavoráveis.
Nos produtos industrializados as substâncias são adequadas e compatíveis com o grau de acidez da pele. É possível acrescentar ácidos e ativos que oferecem resultado melhor, como os peelings físicos e químicos. Os físicos com aparelhos, como o peelings de cristal e o peeling de diamante, amenizam a oleosidade, retiram a camada superficial de células mortas, sendo prática de esfoliação da pele. Já os químicos são realizados com ácidos, em especial, à base de ácido salicílico, que controla a oleosidade, restaurando a uniformidade da pele.
Os esfoliantes químicos, como loções abrasivas ou físicas, a base de microesferas de polietileno visam remoção das células mortas da superfície da pele e desobstrução dos poros. São grânulos de poliamida brancos de diferentes tamanhos com propriedades de esfoliação e limpeza, que não originam fissuras ou micro cortes na epiderme. As microesferas de polietileno encontrados em cremes, loções, géis e sabonetes, como os esfoliantes, são compatíveis com a pele e sem aditivos estão isentas de metais pesados. Não aplicar cremes ou sabonetes com muita força, pois foram feitos para que a esfoliação seja efetiva, sem agredir a pele.
A esfoliação em excesso causa efeito rebote, ou seja, em vez de afinar a pele e fechar os poros, ativa as glândulas sebáceas, deixando a pele mais oleosa e com poros mais abertos. Pele seca ou mista deve esfoliar apenas uma vez por semana, após higienizar o rosto. Com acne ou oleosa fazer esfoliação até duas vezes por semana, após a higienização para retirada das células mortas e maior penetração de ativos nos cremes, aplicados em seqüência. É proibida em pele depilada, podendo produzir pequenas lesões ou irritação. Após esfoliação, retirar todo o produto com água fria ou morna ou toalha levemente aquecida. E nunca deixar de usar hidratante, pois a remoção das células mortas retira a proteção da pele, conhecido manto hidrolipídico, favorecendo ressecamento da pele e falta de defesa.
Por isso, recomendo avaliação com o dermatologista para utilização adequada, pois substância abrasiva pode ser prejudicial, quando usada de maneira excessiva ou em concentração errada para o tipo de pele.
Texto por Dra. Joana D`arc Diniz | Dermatologista e Tricologista