Brasil aceita convocação da OMS e propõe abordagem para controle da hipertensão arterial
- Redação Saúde Minuto
- 02/10/2024
- Cardiologia Saúde Últimas notícias
Brasil aceita convocação da OMS e propõe abordagem abrangente para controle da hipertensão arterial
No Dia Mundial do Coração (29 de setembro), a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) reforça desafio para controlar a doença em 70% dos brasileiros até 2030
A Organização Mundial da Saúde (OMS) convocou os países a mobilizarem esforços para controlar a hipertensão arterial, um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, que atinge cerca de 1,3 bilhão de indivíduos no mundo.
Após nações como Austrália, Colômbia, França e Portugal adotarem medidas para colaborar com esse objetivo, o Brasil é o novo país a seguir esse exemplo, ressaltando a importância do controle da pressão arterial para proteger a saúde do coração.
O compromisso foi reafirmado no Congresso da International Society of Hypertension (ISH). Na ocasião, o cardiologista Mário Fritsch, membro do conselho científico da SBH, apresentou o movimento “Aliança Onda: Menos Pressão, Mais Ação!”, que propõe a união de atores públicos e privados para alcançar 70% da população hipertensa brasileira controlada até 2030, índice que hoje está em cerca de 30%.
Estima-se que mais de 50 milhões de brasileiros entre 30 e 79 anos tenham a doença , que é o principal fator de risco para morte por doenças cardiovasculares no Brasil.
“A hipertensão é uma doença silenciosa, muitas vezes sem sintomas, capaz de afetar sobremaneira a saúde do coração, ocasionando enfermidades coronárias e insuficiência cardíaca. É vital que a população compreenda a importância do diagnóstico precoce e do tratamento contínuo, que não consiste somente na administração de medicamentos, mas em uma mudança geral do estilo de vida, baseada em bons hábitos de alimentação, atividade física, qualidade do sono, entre outros fatores. Ou seja, a importância do bom engajamento do paciente ao tratamento como um todo”
ressalta o cardiologista.
Aferições regulares da pressão arterial também são fundamentais, assim como consultas médicas periódicas. “Mas não podemos culpar somente o paciente pela baixa taxa de controle da pressão arterial. Existem outros fatores que podem influenciar nos índices de controle da doença, como a tecnologia, a informação de qualidade e a capacitação dos profissionais de saúde. É nesses pilares que a Aliança Onda vai se calçar”, explica o cardiologista.
A tecnologia será uma aliada fundamental nesse desafio. Para tanto, serão utilizadas ferramentas digitais para monitorar indicadores, estimular a adoção de um estilo de vida mais saudável e auxiliar na correta adesão ao tratamento e na jornada do paciente.
Entre as iniciativas previstas está o lançamento de um hub de informações, com conteúdos qualificados e atualizados sobre prevenção, diagnóstico e tratamento da hipertensão arterial; a realização de eventos com foco na educação e no apoio ao tratamento; e ações de capacitação e apoio a estudos
Texto por Contexto Assessoria| Redação Saúde Minuto| Editado por Charlotte Chamouton
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