Existe vida sim com colostomia, Preta Gil é a prova disso
- Redação Saúde Minuto
- 08/03/2025
- Bem-estar Saúde
Depois de uma longa internação, a cantora Preta Gil, pode participar do carnaval de Salvador, em suas idas e vindas de internações, tratamentos e cirurgias, a cantora faz uso da bolsa de colostomia definitiva, tenta voltar à sua vida normal.
O mês de março é dedicado à conscientização do câncer colorretal, o terceiro tipo mais comum no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer – INCA.
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O que é e quando é utilizada?
A colostomia é uma pequena abertura na barriga realizada durante uma cirurgia. Geralmente necessária quando existe algum problema impedindo o intestino de funcionar adequadamente.
A colostomia é utilizada quando existe uma dificuldade de funcionamento do intestino. Isso pode ocorrer em uma variedade de situações, como por exemplo, no câncer do intestino, especialmente do reto; em outros tipos de câncer; na doença inflamatória intestinal; trauma do abdômen e qualquer condição que impeça as fezes de progredirem normalmente ao longo do intestino até o reto.
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A colostomia é sempre permanente?
A colostomia pode ser permanente ou temporária, isso depende do motivo pelo qual foi necessária. A colostomia temporária pode ser necessária quando uma parte do intestino não pode funcionar por um período, no entanto em outras situações ela é permanente quando não há possibilidade de reverter o funcionamento normal do intestino.
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Com a colostomia, a vida do paciente é normal?
A implantação de uma colostomia tem o potencial de salvar vidas e permitir a cura de doenças graves, no entanto, também pode trazer receio e impacto psicológico. Infelizmente muitos se sentem deprimidos, ansiosos, envergonhados e frustrados com a necessidade de usar a colostomia e isso tem um grande impacto na qualidade de vida. Por outro lado, existem vários recursos educacionais que podem auxiliar no maior conhecimento e adaptação à vida com a colostomia, melhorando de forma significativa a qualidade de vida e possíveis complicações. Conhecer pessoas que já passaram por esse procedimento e possuem mais experiencia com o seu uso, pode ser útil para quem vai passar por este processo.
Texto por: Dra. Maria Ignez Braghiroli – Oncologista