Fique de olho: Como evitar a gastroenterite durante o Carnaval
- Redação Saúde Minuto
- 15/02/2026
- Carnaval Saúde
Durante o Carnaval, é comum que as pessoas saiam da rotina alimentar e passem mais tempo em festas de rua, blocos, bares, restaurantes e sambódromos. Nesses ambientes, a higiene e a conservação dos alimentos nem sempre ocorrem de forma adequada, com produtos expostos por longos períodos, sem refrigeração apropriada ou fora das condições ideais de armazenamento.
Esse cenário favorece a contaminação de alimentos e bebidas e contribui para o aumento dos casos de infecção gastrointestinal, conhecida como gastroenterite, durante o período carnavalesco. O Dr. André Augusto Pinto – Cirurgião geral e Bariátrico da Clínica Gastro ABC, orienta que cuidados simples durante a folia podem ajudar a prevenir o problema e garantir que a festa não termine com mal-estar ou com a necessidade de atendimento médico.
Como acontece a contaminação que causa a gastroenterite?
A gastroenterite é um processo inflamatório do estômago e do intestino que pode ser causado por vírus, bactérias ou toxinas presentes em alimentos e bebidas contaminados. A intoxicação alimentar bacteriana, por exemplo, costuma estar associada ao consumo de alimentos estragados ou mal conservados, enquanto as viroses gastrointestinais estão mais relacionadas à falta de higiene das mãos e das superfícies.
“O risco aumenta quando alimentos e bebidas são vendidos sem refrigeração adequada ou controle de higiene, situação comum em eventos de rua”, destaca o Dr. André Augusto Pinto.
Principais formas de contaminação
- Armazenamento inadequado
Alimentos deixados fora da refrigeração ou em temperaturas inadequadas tornam-se propícios ao desenvolvimento de bactérias. Muitas pessoas levam comida de casa, mas permanecem horas na rua sem conservação adequada, o que favorece a proliferação de micro-organismos. - Uso de gelo contaminado
O consumo de gelo de procedência desconhecida, feito com água sem tratamento ou armazenado de forma inadequada, representa risco. Ao ser utilizado em bebidas, o gelo pode transmitir vírus e bactérias, aumentando a chance de gastroenterite. - Latas e copos sem higiene adequada
Latinhas e copos que não foram devidamente higienizados podem conter micro-organismos na superfície. Quando a pessoa coloca a boca diretamente na lata ou compartilha copos, esses agentes entram no organismo e podem provocar inflamação do trato gastrointestinal. - Consumo de alimentos perecíveis em locais sem condições adequadas
O risco é maior com alimentos perecíveis, como carnes, maioneses, molhos, laticínios e preparações que exigem controle rigoroso de temperatura. - Consumo excessivo de álcool
O excesso de álcool pode irritar a mucosa do estômago, favorecer quadros de gastrite e contribuir para a desidratação. Embora não seja a principal causa de gastroenterite infecciosa, o álcool pode agravar os sintomas e dificultar a recuperação. Além disso, bebidas de procedência duvidosa ou manipuladas de forma inadequada representam risco adicional, inclusive de intoxicações graves. A orientação é consumir bebidas lacradas, evitar compartilhar copos e manter a hidratação, intercalando o consumo de álcool com água.
Fique atento aos sinais
“Diarreia, náuseas, vômitos, dor abdominal e febre estão entre os principais sintomas da gastroenterite. Quando esses sinais persistem por mais de 48 horas ou evoluem com vômitos frequentes, sinais de desidratação, dor intensa ou piora progressiva do quadro, é fundamental procurar atendimento médico. Crianças, idosos e pessoas com comorbidades devem buscar ajuda ainda mais cedo”, orienta o cirurgião bariátrico.
Fonte: Dr. André Augusto Pinto – Cirurgião geral e Bariátrico da Clínica Gastro ABC