Hipertrofia muscular: como funciona?
- Fabricio Colli
- 02/04/2025
- Bem-estar Curiosidades Saúde
Saiba quais fatores podem auxiliar ou prejudicar o crescimento dos músculos, e como facilitar o processo
Todas os frequentadores de academias já passaram por momentos em que acharam que os resultados não estavam aparecendo. O crescimento dos músculos, conhecido como hipertrofia muscular, é um processo que envolve diversos fatores e pode variar de pessoa para pessoa.
A hipertrofia muscular ocorre por meio de um processo de aumento de volume das fibras musculares após estímulo por exercícios de resistência. Quando os músculos são exercitados, ocorrem microlesões nas fibras que estimulam um processo inflamatório. A partir desse momento, se inicia uma recuperação dos músculos que repara os pequenos danos, levando uma média de 24 a 48 horas para se fortificarem.
O que favorece esse processo?
Segundo o ortopedista Dr. André Tsai, os exercícios de alta intensidade e levantamento de pesos, aliados a uma nutrição adequada (repleta de proteínas e calorias), já dão o “chute inicial” no crescimento da musculatura. O especialista afirma que um período de descanso também é essencial para as fibras musculares passarem, de forma ideal, pelo processo de reparação e adaptação.
Os anabolizantes também podem aumentar a síntese de proteínas e reduzem a degradação muscular, promovendo um aumento significativo na massa muscular. No entanto, seu uso pode ter sérios efeitos colaterais e riscos à saúde.
Quais fatores prejudicam esse crescimento?
Dietas pobres em proteínas e calorias, além de exercitar-se excessivamente sem descanso (overtraining), pode causar lesões ou prejudicar a evolução da hipertrofia.
Existe predisposição?
“Fatores genéticos desempenham um papel importante. Algumas pessoas têm mais fibras musculares tipo II (fibras de contração rápida), que são mais propensas a hipertrofia. Além disso, a resposta hormonal e a adaptação à carga de treino também variam entre indivíduos”, explica o Dr. André Tsai.
Alguns músculos têm maior facilidade para a hipertrofia, geralmente os maiores de cada grupo, entre eles peitorais, quadríceps e dorsais. Já os mais difíceis de evoluir são as panturrilhas e o abdômen.
Principais cuidados
Os principais cuidados que se deve ter ao iniciar um treino de hipertrofia para evitar lesões articulares e musculares são:
- Aquecimento adequado: preparar os músculos e articulações para o exercício;
- Progressão gradual: aumentar a carga e a intensidade de forma controlada;
- Técnica correta: garantir que os exercícios sejam feitos com a forma adequada;
- ‘Escutar’ o corpo: prestar atenção a dores ou desconfortos e ajustar o treino.
“Se os exercícios forem realizados incorretamente, podem causar lesões nas articulações ou estresse excessivo nos ossos. No entanto, quando feitos com a técnica correta e sob supervisão adequada, o treinamento de resistência pode fortalecer ossos e articulações.” Esclarece o médico.
Em períodos de inatividade, os músculos podem começar a perder massa e força após cerca de 2 a 3 semanas. A perda de hipertrofia pode ser mais significativa após períodos mais prolongados sem treino.
Profissional consultado: Dr. André Tsai, ortopedista e vice-presidente do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA)
Texto por: Fabricio Colli | Redação Saúde Minuto