Já ouviu falar na Síndrome MÃO-PÉ-BOCA?
- Redação Saúde Minuto
- 29/12/2021
- Bem-estar Saúde
Virose altamente contagiosa, a doença mão-pé-boca acomete, principalmente, crianças com menos de cinco anos de idade e é causada pelo vírus Coxsackie, da família dos enterovírus. De transmissão fecal-oral e respiratória, é raramente desenvolvida em adultos, já que possuem um número maior de anticorpos formados.
Comum em países com clima temperado, principalmente entre o verão e outono, os surtos da doença no Brasil não acontecem apenas nestas épocas do ano e costuma ser comum em locais com muitas crianças como escolas, por exemplo. Com o retorno das aulas presenciais, devido ao processo de flexibilização do isolamento social, o alerta para disseminação da doença mão-pé-boca vem recebendo destaque, nos últimos meses.
Quais são os sintomas da doença mão-pé-boca?
Os primeiros sintomas são febre, que evolui para dor de garganta e dificuldade para se alimentar, bolhas ao redor da boca, mãos, palma das mãos, pés e plantas dos pés. As bolhas causam dor e também podem aparecer nos cotovelos, tornozelos, glúteos e região genital. Estes sintomas podem ser acompanhados de quadros de diarréia, mal estar, vômitos e náuseas. Em alguns casos, pode acontecer descamação da pele das mãos e pés e, após a infecção aguda, o paciente pode desenvolver onicomadese, que é o descolamento da unha a partir da sua base, nas mãos e/ou pés.
É preciso ficar atento à desidratação, pois uma vez que as bolhas que surgem na região da boca causam dor e desconforto, a criança tende a recusar líquidos e alimentos.
Casos graves são raros, mas podendo gerar complicações no sistema nervoso central.
Como funciona a transmissão da doença?
A transmissão acontece através de secreções respiratórias como saliva e gotículas, mas também pode acontecer por meio de fezes contaminadas. O maior risco de contaminação acontece nas primeiras semanas, quando as lesões aparecem na pele. Justamente por isso a doença circula facilmente em escolas e creches, onde crianças trocam muito contato e interagem com mesmos objetos, que podem estar contaminados.
Como existem mais de 100 sorotipos de enterovírus que podem causar a doença, é possível que a mesma pessoa seja contaminada mais de uma vez.
Como chego ao diagnóstico?
O diagnóstico deve ser dado apenas por um médico, após examinar o paciente. Por ter sintomas parecidos com outras doenças que são bastante comuns em crianças como catapora, gengivoestomatite herpética e aftosa a avaliação médica é de extrema importância para que o melhor tratamento seja recomendado.
Tratamento
Como a doença é uma infecção auto-limitada, que se cura naturalmente, o tratamento é sintomático, feito para aliviar os efeitos dos sintomas. No tratamento são usados antitérmicos e analgésicos para minimizar a febre e a dor causada pelas lesões.
Em casos mais graves, que resultam em lesões nas áreas externas e cavidade oral, a internação é necessária para tratamento com hidratação venosa e acompanhamento nutricional.
Algumas dicas para aliviar os sintomas das doenças são aumentar o consumo de líquido, ingerir alimentos pastosos e gelados, caso a criança esteja na fase de amamentação, o recomendado é aumentar o número de amamentações diárias. Todos os cuidados citados devem ser acompanhados de repouso domiciliar.
É muito importante que a criança contaminada seja afastada de escolas, creches e outros ambientes de convivência por, no mínimo, sete dias ou mais, a depender dos níveis de evolução da doença. Por isso, o acompanhamento médico também é tão importante.
Formas de prevenção
As formas de prevenção se baseiam em medidas de higiene mais cautelosas e são fundamentais, pois ainda não há vacina contra o vírus no Brasil.
Após a troca de fraudas, atente-se a higienização das mãos e ao descarte correto em latas de lixos fechadas; Limpe bens superfícies e objetos que podem se transformar em agentes de transmissão como brinquedos, por exemplo; Não compartilhe mamadeiras, copos e talheres; Sempre cubra a boca e o nariz ao espirrar; Evite, na medida do possível, contato com a criança doente; Mantenha sempre a higienização da casa, creche e escolas.
Texto por Dra. Mariana Vilasboas | Pediatra da Pinapple medicina integrativa