O que a terapia de reposição hormonal tem a ver com o Alzheimer?
- Redação Saúde Minuto
- 24/01/2023
- Aline Ambrósio Ginecologia Saúde
A terapia hormonal se destina a restabelecer a qualidade de vida e retardar o envelhecimento generalizadamente.
Estudos tem demonstrado que a terapia hormonal traz muitos benefícios para a saúde cardiovascular, reduzindo infarto do miocárdio e derrame cerebral, melhorando o perfil de colesterol e de açúcar, assim diminuindo a inflamação no corpo.
Além disto, reduz a perda óssea, que acelera após a menopausa, prevenindo as fraturas na coluna e no quadril, problemas graves de saúde física e financeira.
A sexualidade também sofre impacto do decréscimo hormonal abrupto da menopausa, com perdas urinárias durante as relações sexuais e aos esforços, secura vaginal que leva à dor na penetração vaginal, resposta sexual lenta com dificuldade de atingir orgasmo.
E o cérebro? Além da redução da memória, de alterações do humor, geralmente com mais depressão, dificuldades cognitivas de aprendizagem, ha queda da energia diária, duramente impostas pela repentino decréscimo hormonal.
Estudos mostram dados variáveis, de acordo com a idade que se inicia a terapia hormonal, com o tipo de via de administração de hormônios e de sua composição, nos resultados neurológicos.
Porém, os hormônios bioidênticas por via transdérmica tem se mostrado promissores do ponto de vista de melhora da memória, da aprendizagem e do humor.
Especialmente em mulheres com suscetibilidade à doença de Alzheimer, a iniciação precoce da terapia hormonal durante a perimenopausa tem demonstrado melhorar a função neurológica global e manter o volume da massa cerebral, sugerindo ser uma arma potente para prevenir a doença. Mais estudos serão necessárias para validar estes dados, porém as pesquisas recentes indicam o uso promissor da terapia hormonal para evitar esta doença devastadora.

Dra. Aline Ambrósio
Ginecologista, Obstetra e Terapeuta Sexual