Por que a cafeína vicia?
- Redação Saúde Minuto
- 14/07/2023
- Cardiologia Marcelo Cantarelli Saúde
A cafeína é um composto químico classificado como alcalóide, pertencente ao grupo das xantinas e é o mais conhecido dos componentes do café. Entretanto, ela está presente também no chá verde, refrigerantes de cola, guaraná, chocolate, cacau, chá-mate, energéticos entre outros.
Em nosso organismo, ela estimula o sistema nervoso melhorando o estado de alerta, concentração, memória e atenção.
O café, devido ao seu gosto e ao efeitos da cafeína, é uma das bebidas mais consumidas no mundo. O brasileiro gosta de café e toma em média quatro xícaras por dia e muitos quando deixam de tomá-lo começam a sentir alguns sinais e sintomas como ansiedade, insônia, agitação, irritabilidade, dores de cabeça e tremores. Ou seja há uma síndrome de abstinência.
O fato das pessoas gostarem muito, terem dificuldade de deixar de tomar café e ainda desenvolverem sinais de abstinência quando o fazem, coloca essa bebida como se fosse viciante. Entretanto o “vício” em café ou cafeína, não passa de um hábito, uma dependência mais psicológica do que física.
Estudos de mapeamento cerebral mostram que a cafeína não está ligada ao circuito de dependência do cérebro, não sendo assim uma droga viciante. Tanto que, as pessoas conseguem parar de tomar ou reduzir o consumo de café, refrigerantes de cola, energéticos e chás, por exemplo, com muito mais facilidade do que parar de fumar.
O consumo de cafeína, deve ser moderado (até seis xícaras de café por dia), pois seu excesso pode levar a ansiedade, irritabilidade, distúrbios do sono, tonturas, confusão mental, alucinações, elevação da pressão arterial e aumento da pressão ocular (glaucoma).
O “vício” de tomar café moderadamente pode trazer benefícios por essa bebida ter outros componentes como antioxidantes e clorogênicos que podem trazer ações protetoras contra os efeitos do colesterol sobre os vasos sanguíneos, preventivas contra o surgimento do diabetes tipo 2, redutoras da pressão arterial e ações anti-bacteriana e anti-viral. Uma boa notícia para quem aprecia essa bebida sem excessos.
Texto por Dr. Marcelo Cantarelli | Cardiologista