Seus ossos estão prontos para a menopausa?
- Redação Saúde Minuto
- 15/06/2026
- Saúde
Quando o assunto é menopausa, a maioria das mulheres pensa logo nos fogachos, nas mudanças de humor ou na dificuldade para dormir. Mas existe outro efeito dessa fase que costuma passar despercebido: a perda acelerada de massa óssea.
E aqui vai uma notícia importante: a proteção dos seus ossos não começa aos 50 anos. Ela começa muito antes.
Segundo a ginecologista Loreta Canivilo, grande parte da “poupança óssea” que vamos usar ao longo da vida é construída ainda na infância, adolescência e início da vida adulta. Quanto maior essa reserva, melhor o organismo consegue enfrentar as perdas naturais que acontecem após a menopausa.
Seus ossos têm uma espécie de conta-poupança
Pode parecer estranho pensar assim, mas os ossos funcionam quase como um investimento de longo prazo.
Durante a juventude, o organismo constrói e fortalece a estrutura óssea. Depois de certa idade, essa capacidade diminui e o corpo passa a perder massa óssea gradualmente.
O problema é que, na menopausa, essa perda ganha velocidade.
“A queda do estradiol altera o equilíbrio natural dos ossos. A partir daí, o organismo passa a perder tecido ósseo mais rapidamente do que consegue repor”, explica Loreta Canivilo.
O resultado? Ossos mais frágeis e maior risco de osteopenia, osteoporose e fraturas.
O que fazer hoje para agradecer amanhã?
A boa notícia é que alguns hábitos simples fazem diferença real na saúde dos ossos.
Entre os principais cuidados estão:
- praticar atividade física regularmente;
- manter uma alimentação equilibrada;
- garantir a ingestão adequada de cálcio;
- tomar sol de forma segura para estimular a produção de vitamina D;
- evitar o sedentarismo.
“Construir ossos fortes é um investimento para o futuro. Quanto melhor for o pico de massa óssea alcançado na juventude, maior será a proteção durante o envelhecimento”, afirma a especialista.
Osteopenia e osteoporose: qual a diferença?
Muita gente só descobre que está perdendo massa óssea depois de realizar uma densitometria óssea, exame que mede a densidade mineral dos ossos.
Quando a perda ainda é moderada, o quadro recebe o nome de osteopenia, uma espécie de sinal amarelo.
Já a osteoporose acontece quando essa redução é mais intensa, deixando os ossos mais vulneráveis a fraturas, mesmo em situações simples do dia a dia.
A saúde óssea também é autocuidado
Cuidar da pele, da alimentação e da saúde mental faz parte da rotina de muitas mulheres. Mas a saúde óssea também merece um espaço nessa lista.
Afinal, envelhecer com autonomia, força e qualidade de vida depende muito da estrutura que estamos construindo agora.
“A saúde dos ossos não começa na menopausa. Ela é construída ao longo de toda a vida. Quanto antes a mulher adotar hábitos saudáveis, maiores serão as chances de chegar à maturidade com mais mobilidade e bem-estar”, conclui Loreta Canivilo.
Fonte: Dra. Loreta Canivilo, ginecologista.