Olho ardendo, dor de cabeça e insônia? A culpa pode ser da luz azul das telas
- Redação Saúde Minuto
- 06/05/2026
- Saúde Sono
Você acorda e já pega o celular. Trabalha no computador. Relaxa vendo série. E, quando vai dormir, mais tela. Se identificou? É exatamente esse excesso que está colocando a luz azul no centro das discussões sobre saúde.
Emitida por celulares, computadores, TVs e até lâmpadas LED, ela não é vilã por si só, já que também está presente na luz do sol. O problema é a combinação de tempo excessivo de exposição, principalmente à noite.
Resultado: os olhos sentem, e o impacto pode ir além do desconforto imediato.
Segundo o oftalmologista Celso Cunha (CRM MT 2934), consultor da HOYA Vision Care, o alerta é importante. “A exposição crônica e intensa à luz azul pode desencadear reações fotoquímicas capazes de danificar as células da retina. Com o tempo, isso pode aumentar o risco de doenças como a degeneração macular”, explica.
O que a luz azul pode causar no dia a dia
Os efeitos não aparecem só no longo prazo. No dia a dia, eles já são percebidos por quem passa muitas horas em frente às telas.
O mais comum é a fadiga ocular, com sintomas como visão turva, ardência e dor de cabeça após longos períodos de uso.
O ressecamento também é frequente. Ao usar telas, a tendência é piscar menos, o que prejudica a lubrificação natural dos olhos.
Outro impacto importante está no sono. A exposição à luz azul à noite interfere na produção de melatonina, o hormônio responsável por regular o sono. Isso pode dificultar o adormecer e comprometer a qualidade do descanso.
Há ainda a preocupação com possíveis efeitos na retina ao longo do tempo. Embora os estudos ainda estejam em andamento, já existem indícios de que o excesso pode gerar estresse nas células oculares.
Como reduzir os impactos no dia a dia
Não é necessário abandonar as telas, mas sim adotar hábitos mais equilibrados.
Evitar o uso de dispositivos entre 30 minutos e uma hora antes de dormir é uma das principais recomendações.
Também é importante ajustar o brilho da tela de acordo com a iluminação do ambiente, especialmente à noite.
Fazer pausas ao longo do dia ajuda a reduzir o cansaço visual. A regra 20-20-20 é uma boa aliada: a cada 20 minutos, olhar por 20 segundos para um ponto distante, cerca de seis metros.
Além disso, manter a frequência de piscadas é essencial para preservar a saúde ocular.
Texto por: Dr. Celso Cunha