Bexiga baixa ou caída: Quais exercícios podem ajudar pessoas que tem bexiga baixa?
- Redação Saúde Minuto
- 17/01/2024
- Fioterapia Pélvica
A bexiga baixa ou caída, nome popular da cistocele, condição que ocorre quando a musculatura pélvica fica fraca a ponto de o órgão perder a sustentação e se deslocar, formando um abaulamento vaginal. Além do desconforto causado pela sensação de “bola na vagina”, pode repercutir na qualidade de vida e impacto social, levando a mulher ao constrangimento, diminuição de interações sociais, das atividades físicas, levando muitas vezes essa mulher ao isolamento!
Fatores de Risco:
O avançar da idade é o principal motivo. Com o envelhecimento, a flacidez natural dos músculos e tecidos aumentam, e perdemos a sustentação dos órgãos, o que facilita o deslocamento dos mesmos. Situações que aumentam a pressão intra-abdominal, como a gravidez, obesidade, tosse crônica, obstipação crônica, exercícios físicos sem orientação adequada, ou até mesmo traumas ginecológicos no parto vaginal, fórceps ou acidente com lesão perineal que comprometem a musculatura, ou até cirurgias prévias como histerectomia, também são fatores de risco. Algumas deficiências de colágeno por causas genéticas, ou pelo tabagismo, e a própria menopausa, são fatores que contribuem também.
Sintomas:
A sensação de peso ou “bola na vagina” é a queixa mais comum, que pode vir acompanhada de sintomas urinários, como vontade de urinar toda hora, incontinência urinária (aos esforços ou por urgência) ou até a dificuldade para urinar. Podem apresentar sintomas intestinais também, como a urgência ou a dificuldade em evacuar. Outro sintoma relatado é a dor ou a dificuldade de ter relação sexual, seguido também da queixa de sensação de “vagina larga”.
Diagnóstico:
A história da paciente pode sugerir, mas a confirmação é através do exame físico especializado. Nesse exame, é quantificado o grau do prolapso. Algumas vezes são necessários exames auxiliares como ultrassonografia ou ressonância magnética.
Tratamento:
Devemos iniciar pelas mudanças no estilo de vida, realizar o controle do peso e praticar exercícios físicos sempre com supervisão. O tratamento clínico inclui a fisioterapia de assoalho pélvico, exercícios fisioterapêuticos para ganho de força, resistência, coordenação e propriocepção. Nos casos mais extremos, onde a fisioterapia não pode atuar, o tratamento irá exigir intervenção cirúrgica com o objetivo de reposicionar e dar sustentação aos órgãos pélvicos.
Prevenção:
A fisioterapia de assoalho pélvico é a melhor quando o assunto é prevenção.
Texto por Dra. Cristina Nobile | Fisioterapeuta da Clínica Mulhere’S+