Classificação dos cabelos fracos e quebradiços
- Redação Saúde Minuto
- 25/06/2025
- Beleza
Cabelos fracos e quebradiços são caracterizados por uma redução na resistência da haste capilar, o que pode ser consequência de fatores internos (endócrinos, nutricionais) ou externos (químicos, térmicos, mecânicos).
Podemos classificá-los em três grupos principais:
- Cabelos enfraquecidos por agressões externas: alisamentos, escovas progressivas com formol, descolorações, uso excessivo de chapinhas e secadores.
- Cabelos enfraquecidos por alterações sistêmicas: deficiência de ferro, zinco, proteínas, hormônios tireoidianos ou sexuais.
- Cabelos com fragilidade estrutural primária: alterações genéticas da haste, como moniletrix e trichorrhexis nodosa.
- A tricoscopia pode ajudar a diferenciar esses tipos, identificando alterações como afinamento difuso, rarefação ou fraturas na haste.
Quando acende o sinal vermelho para a queda de cabelo e quais sinais não devem ser ignorados. A queda fisiológica (normal) de cabelos gira em torno de 50 a 100 fios por dia. No entanto, isso se aplica a um couro cabeludo com densidade normal. Se a pessoa já apresenta rarefação, mesmo uma queda dentro da média pode ser alarmante.
Sinais de alerta importantes incluem:
- Coceira persistente no couro cabeludo;
- Vermelhidão na base dos fios;
- Ardência ou dor (tricodinia);
- Sensibilidade aumentada ao toque;
- Diminuição dos pelos de sobrancelhas e braços, o que pode sugerir eflúvios sistêmicos ou causas hormonais;
- Formação de placas com falhas bem delimitadas (alopecia areata);
- Perda progressiva de volume na linha frontal ou topo da cabeça.
- Esses sinais devem motivar uma avaliação médica especializada.
Quais são os testes eficazes para avaliar a situação capilar?
A escolha dos testes depende da história clínica e exame físico do paciente, mas os principais exames incluem:
1. Tricoscopia: exame dermatoscópico que permite avaliar padrões de miniaturização, inflamação peri folicular, pontos amarelos e outras alterações estruturais.
2. Exames laboratoriais básicos e hormonais:
- Ferritina, vitamina D, zinco, B12;
- TSH, T3, T4 (função tireoidiana);
- Andrógenos: testosterona livre e total, DHEA-S, androstenediona;
- Prolactina, insulina, glicemia;
- Hemograma e proteína total.
3. Tricograma ou pull test, a critério do profissional, baseado na queixa, e contexto clinico.
4. Biópsia do couro cabeludo (quando, necessário).
Os 5 principais fatores que contribuem para a queda de cabelo
1. Desequilíbrios hormonais: menopausa, SOP, disfunções da tireoide, hiperprolactinemia.
2. Deficiências nutricionais: ferro, proteínas, vitamina D, zinco e aminoácidos essenciais.
3. Estresse físico e emocional: o eflúvio telógeno pós-estresse é comum, podendo ocorrer meses após o evento.
4. Processos inflamatórios crônicos ou doenças autoimunes: alopecia areata, lúpus, líquen plano pilar.
5. Uso de medicamentos e hábitos prejudiciais: antidepressivos, anticoagulantes, dietas restritivas, escovas progressivas com formol.
Existe um aumento registrado de casos entre mulheres e os possíveis motivos? Sim, tem se observado um aumento da prevalência de queda capilar em mulheres, especialmente em faixas etárias a partir dos 35 anos.
As principais causas que podemos relacionar incluem:
- Menopausa precoce e climatério, com a queda dos níveis de estrogênio e o desequilíbrio entre hormônios sexuais;
- Sofrimento psicossocial pós-pandemia, com aumento do estresse crônico e eflúvios persistentes;
- Mudanças no padrão alimentar e vida urbana, com dietas restritivas, excesso de industrializados e privação de sono;
- Estilização excessiva e popularização de procedimentos que danificam o couro cabeludo e a haste.
Quais tratamentos realmente funcionam e quais são pura perfumaria?
Alguns Tratamentos eficazes com base científica, porém seria muito importante que as pessoas entendessem, que o tratamento ideal, será o que o paciente realmente precisa, e isso dependera muito, do caso do paciente.
- Minoxidil tópico ou oral: comprovado para alopecia androgenética e eflúvios;
- Finasterida tópica para mulheres selecionadas, ja existem alguns estudos, e são promissores (premenopausa);
- Suplementação orientada por exames (ferro, zinco, aminoácidos);
- Laser de baixa intensidade (LLLT): melhora a densidade em estudos clínicos;
- Ha um mês atrás estive em um congresso nos USA, que apresentaram um laser com resultados interessantes e promissores para o tratamento capilar.
- Infiltração com corticoide, dependendo do caso clinico do paciente.
- Fatores de crescimento ou ativos tópicos personalizados, com embasamento crescente, pela literatura, também são muito promissores.
Perfumaria e modismos sem comprovação robusta, ou quando nos posicionamos que o que é bom para um e bom para todos.
- Shampoos antiqueda (isoladamente); quero dizer, que usá-los achando que somente ele ira melhorar a queda, ou shampoos que dizem ser antiquada sem grande comprovação cientifica.
- Vitaminas “genéricas” e sem déficit comprovado; por uso próprio, sem orientação.
- Cosméticos capilares de marketing apelativo, sem princípio ativo eficaz;
Este conteúdo não configura recomendação específica, e toda conduta deve ser avaliada por um profissional habilitado.
Texto por: Dra. Isabel Martinez (CRM-SP 115398)