Droga do estupro: Dra. Tatiana Vilasboas explica os riscos do GHB e da “pink cocaine”
- Redação Saúde Minuto
- 12/01/2026
- Drogas Saúde Video
A Dra. Tatiana Vilasboas, neurocirurgiã, faz um alerta sobre a chamada “droga do estupro”.
Ela explica que a substância é resultado da mistura de duas drogas: o GHB (ácido gama-hidroxibutírico) e a chamada Tuzi, conhecida como “pink cocaine”. Apesar do nome, a pink cocaine não contém cocaína. Trata-se de uma combinação de MDMA, cafeína e ketamina, em proporções variadas.
A ketamina é um anestésico que também possui aplicações médicas, inclusive em tratamentos psiquiátricos. No entanto, quando associada a outras substâncias com fins recreativos, pode provocar efeitos graves. A mistura dessas drogas tem como objetivo inibir o sistema nervoso central, fazendo com que a pessoa perca a capacidade de julgamento, de reconhecer ambientes seguros e de interpretar corretamente o que acontece ao redor.
Além disso, pode causar efeitos alucinógenos e de euforia. O grande risco, segundo a especialista, é que a dose recreativa está muito próxima da dose letal, podendo levar à parada respiratória, isquemia cerebral, falta de oxigenação no cérebro e até à morte. Em alguns casos, podem ocorrer sequelas neurológicas permanentes.
Trata-se de uma droga ilegal, frequentemente utilizada em festas, raves e ambientes com consumo de álcool e outras substâncias. O alerta é importante porque os efeitos graves podem ocorrer já no primeiro uso, além do alto potencial de dependência.
Dra. Tatiana Vilasboas – médica neurocirurgiã