GSK promove evento sobre o impacto do VSR em adultos 50+ e destaca importância da vacinação em grupos de risco
- Eduardo Ventura
- 07/04/2026
- Notícia Saúde
A GSK realizou um evento científico para discutir o impacto do vírus sincicial respiratório (VSR) em adultos com 50 anos ou mais, com foco especial em indivíduos com comorbidades. O encontro reuniu especialistas de diferentes áreas médicas, apresentação de dados inéditos e o relato de um caso clínico real que evidenciou a gravidade potencial da infecção.
Participaram do evento Renato Kfouri (pediatra e vice-presidente da SBIm), Maisa Kairalla (geriatra – SBGG), Mucio Tavares (cardiologista – SBC), Rosemeri Maurici (pneumologista – SBPT), além da infectologista Lessandra Michelin, que atuou como moderadora. O endocrinologista Rodrigo Mendes trouxe um depoimento pessoal sobre a doença.
Durante o encontro, especialistas destacaram que o risco do VSR vai além da idade, sendo significativamente maior em pessoas com condições crônicas como doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, doença renal crônica e doenças respiratórias como DPOC e asma.
Dados apresentados mostram que:
- Pacientes com DPOC podem ter risco até 13,4 vezes maior de hospitalização por VSR
- Pacientes com asma têm risco até 3,5 vezes maior
- Em uma década, 64% dos casos graves associados à hospitalização por VSR ocorreram em pacientes com doenças cardiovasculares
- O risco de infarto pode ser até três vezes maior na primeira semana após a infecção
Outro ponto de atenção é o baixo nível de percepção de risco. Apesar de 72% dos brasileiros com comorbidades reconhecerem maior vulnerabilidade a infecções respiratórias, apenas 27% se consideram definitivamente em alto risco.
Além disso, a pesquisa inédita conduzida pela GSK com indivíduos 50+ no Brasil revelou lacunas importantes de conhecimento:
- 43% dos pacientes com doenças pulmonares crônicas desconhecem o aumento do risco de hospitalização por VSR
- Mais da metade dos pacientes cardíacos nunca discutiu o tema com um profissional de saúde
- 53% desconhecem a relação entre o VSR e eventos cardiovasculares graves
Os especialistas reforçaram que a recomendação médica é determinante para a adesão à vacinação. Dados apresentados indicam que a taxa de adesão pode chegar a 87% quando há recomendação conjunta entre médico e paciente, caindo para 70% quando parte apenas do profissional e para 8% quando depende exclusivamente da iniciativa do paciente.
O evento também trouxe um caso clínico real que ilustra a gravidade da doença. Uma paciente iniciou com sintomas leves, como coriza e tosse seca, evoluindo rapidamente para broncoespasmo, insuficiência respiratória e parada cardiorrespiratória, necessitando de ventilação mecânica e internação em UTI.
No campo da prevenção, foi destacada a importância de medidas como higiene das mãos, etiqueta respiratória e, principalmente, a vacinação. A vacina contra o VSR desenvolvida pela GSK é administrada em dose única, com proteção comprovada por até três temporadas e cobertura contra os subtipos A e B do vírus.
A imunização já é recomendada por diversas sociedades médicas e diretrizes internacionais, incluindo entidades ligadas à pneumologia, cardiologia, geriatria e infectologia.