O que é o ‘calcanhar de maracujá’?
- Fabricio Colli
- 21/11/2024
- Curiosidades
Como se prevenir e tratar da infecção causada por larvas que leva o nome da fruta
A miíase cavitária é uma infecção causada por larvas da mosca-varejeira, que resulta em uma zoodermatose na região calcânea. O aspecto visual que essa infestação parasitária deixa nessa parte do pé remete à aparência de um maracujá, assim deixando essa doença conhecida como “calcanhar de maracujá”.
Geralmente, essa condição se prolifera quando já há uma lesão nos pés, seja ela cortes, úlcera ou rachaduras. Então o contágio ocorre quando a mosca-varejeira se sente atraída à área machucada e põe centenas de ovos, que eclodem na região em até 24 horas. A úlcera, por si só, tem um odor característico que aproxima as moscas.
“Onde houver ferida e a larva pousar, pode haver uma disseminação local. Muitas vezes de comportamento insidioso, que pode resultar em lesões extensas.” Diz o Dr. Ricardo Bonifácio, infectologista do Hospital Sírio Libanês.
Assim que a doença se desenvolve, os agressores podem se manifestar na área e resultar em uma infecção secundária por bactérias ou causar até a uma sepse. Músculos e cartilagens dos pés podem ser atingidos, por isso, para evitar esse agravamento, é necessária a avaliação clínica de um médico.
Quando há um avanço no estágio da doença, as larvas começam a se manifestar, se assemelhando a um maracujá, pelas características da pele afetada, que apresenta uma aparência semelhante à parte interna da fruta, com uma linha branca e uma lesão com pus e larvas.
Conforme o Dr. Ricardo, como tratamento, o recomendado é a asfixia, com auxílio de gaze, e remoção manual das larvas, associada à medicação prescrita por um médico, como ivermectina para matar as larvas e antibióticos para combater outras possíveis infecções.
Caso haja um excesso de larvas e tecido morto, pode ser necessário o procedimento cirúrgico de desbridamento, para remoção desse material biológico necrosado.
Profissional consultado: Dr. Ricardo Bonifácio, infectologista do Hospital Sírio Libanês
Texto por: Fabricio Colli | Redação Saúde Minuto | Editado por: Francisco Varkala