Vacina contra a rinite: saiba quem pode tomar e como funciona o tratamento
- Redação Saúde Minuto
- 29/10/2024
- Saúde
OMS aponta a vacina como a única solução para curar a rinite, que afeta 30% dos brasileiros.
Coriza, espirros e aquela coceira insuportável. Quem tem rinite alérgica sabe bem o desconforto que esses sintomas causam. No Brasil, a Organização Mundial de Saúde (OMS) revela que 30% da população sofre com esse problema. E não para por aí: globalmente, 40% das pessoas convivem com os sintomas da rinite. A boa notícia é que existe um tratamento capaz de trazer alívio: a vacina contra rinite, conhecida como imunoterapia. Porém, nem todo mundo pode tomar.
Segundo o otorrinolaringologista Paulo Mendes Junior, a vacina é indicada apenas para pacientes com um quadro clínico bem definido. “Um especialista precisa avaliar se a vacina é o melhor caminho, pois em casos mais leves, medidas como a lavagem nasal podem ser suficientes. A vacina é recomendada para quem tem rinite alérgica, rinoconjuntivite alérgica e asma alérgica”, explica o médico. Ele também aponta os principais causadores da rinite: ácaros da poeira, pólen, mofo e pelos de animais como cães e gatos.
A imunoterapia é feita com injeções ou gotas sublinguais de alérgenos em doses progressivas. “Geralmente, é aplicada em gotas, três vezes por semana, durante pelo menos seis meses. Se houver melhora, o tratamento pode durar até três anos e os efeitos benéficos podem se estender por até 10 anos”, detalha o especialista. O tratamento pode ser feito tanto em adultos quanto em crianças, com duração de três a cinco anos.
A vacina reduz sintomas como espirros, coriza e coceira, e ainda diminui a necessidade de antialérgicos e corticoides. “Ela previne a evolução para crises de sinusite, que requerem muitas vezes antibióticos”, diz Paulo Mendes Junior. A vacina é indicada para pessoas com alergia comprovada em testes clínicos, que não estejam grávidas, não tenham doenças imunológicas fora de controle e não sejam alérgicas aos componentes da imunoterapia.
TEXTO: Dr. Paulo Mendes Júnior, otorrinolaringologista do Hospital Paranaense de Otorrinolaringologia (IPO).