10 transtornos alimentares para ficarmos alertas
- Redação Saúde Minuto
- 31/08/2023
- Nutrição Saúde Vanessa Lobato
De acordo com o IPq – Programa Transtornos Alimentares do Hospital das Clínicas da USP – transtornos alimentares “são doenças psiquiátricas que se caracterizam por padrões de comportamentos alimentares inadequados que podem afetar tanto o consumo como a absorção dos alimentos. E, que não há uma única causa sendo um transtorno que pode ser causado por fatores genéticos, biológicos, psicológicos entre outros.
Quem apresenta esse tipo de transtorno apresenta um sofrimento intenso quanto a forma do corpo, peso e escolhas alimentares, e são as mulheres quem apresentam em maior frequência esse tipo de problema de saúde.
Vamos entender quais tipos existem e o que cada um tem como principal característica:
Anorexia tem como principal característica evitar o consumo alimentar e estar com o peso corporal muito baixo! Isso acontece devido ao medo de consumir alimentos para não aumentar o peso, mesmo que esse não esteja alto.
Por ser um transtorno de imagem a pessoa mesmo extremamente magra se vê com a imagem distorcida, e mesmo quando se entende muito magra perde-se a crítica quanto a gravidade do quadro de desnutrição que se apresenta.
Já na bulimia nervosa o medo de aumentar o peso corporal faz com que a pessoa tenha comportamentos compensatórios ao consumo alimentar.
A pessoa realiza uma ingestão de grande quantidade de alimentos num período muito curto de tempo e com a sensação de perda controle, causando um comportamento compensatório para evitar o aumento do peso corporal após a alta ingesta calórica. A compensação alimentar pode ser na forma de forçar vômitos, fazer uso de laxantes ou de praticar muita atividade física.
O transtorno de compulsão alimentar periódica diferente do que muitas pessoas pensam não é o simples fato de comer alguns doces a mais na alimentação ou alguns lanches na loja de fast-food, mas sim por uma ingestão de grande quantidade de alimentos num período muito curto de tempo e com a sensação de perda controle, mesmo sem a sensação de fome.
Não muito conhecido e geralmente apresentado na infância tem o transtorno alimentar restritivo evitativo que ocorre quando a pessoa não consome algum grupo de alimento que pode ser excluído pela sua cor, textura, odor, temperatura e paladar, podendo gerar um quadro de deficiência nutricional grave.
Outros transtornos
Pica: é o consumo de substâncias não nutricionais como o barro, a terra, o cabelo, as cinzas de cigarro ou até mesmo fezes de animais. Esse tipo de alteração no hábito alimentar tem maior relação com crianças, e devido a isso deve-se ser tratado de forma precoce para evitar perda na parte do desenvolvimento e crescimento pela falta de consumo de nutrientes, além de possíveis intoxicações causadas pelo consumo de substâncias inadequadas para a nossa boa saúde.
Transtorno de ruminação: Inclui episódios de regurgitação (ou “remastigação) repetidos que não podem ser explicados por nenhuma condição médica como o refluxo, por exemplo. A pessoa traz o alimento de volta a boca e mastiga novamente o alimento já engolido anteriormente.
Hiperfagia caracteriza-se pela ingestão de uma grande quantidade de comida, após um evento traumático. Como se este tipo de alimentação em excesso pudesse aliviar o sofrimento da pessoa.
Novos transtornos
A ortorexia é um comportamento alimentar associado ao que a pessoa entende como um hábito saudável. Excluindo tudo o que se entende como alimento “não saudável”.
A vigorexia ocorre quando há obsessão em ficar muito musculoso. O dismorfismo corporal acaba por vir acompanhado de uma alimentação extremamente restrita, para que a estrutura física seja mantida.
Um outro tipo de transtorno é a Pregorexia que tem relação com a gestante – Pregnancy em inglês. Com o mundo digital e o excesso de informações, muitas vezes essas mulheres são bombardeadas de informações sobre a alimentação que supostamente poderá interferir no ciclo gestacional, e devido a isso essas mulheres acabam por realizar dietas restritivas ou até ter ações compensatórias para evitar o aumento de peso corporal, podendo gerar sérias consequências no crescimento e desenvolvimento do bebê.
Bem, esses são os principais transtornos alimentares catalogados na literatura hoje. É importante entender que para tratar transtornos alimentares é imprescindível o acompanhamento com uma equipe multidisciplinar compostas por médicos, psicólogos e nutricionistas! O apoio familiar e dos amigos também é igualmente fundamental para o sucesso do tratamento dos transtornos alimentares.
Texto por Vanessa Lobato | Nutricionista