Esclerose Múltipla: o que é, causas, sintomas e tratamento
- Redação Saúde Minuto
- 11/09/2023
- Neurologia Saúde Tatiana Vilasboas
A Dra. Tatiana Vilasboas explica mais sobre a Esclerose Múltipla, incluindo o que é, suas causas, sintomas e opções de tratamento.
Dra. Tatiana Vilasboas:
Olá, boa tarde. Eu sou Doutora Tatiana Vilas Boas e vim falar hoje sobre esclerose múltipla. A esclerose múltipla é uma doença autoimune, ou seja, o seu organismo começa a agredir a bainha de mielina do neurônio. Isso faz com que essa comunicação do neurônio com o nosso corpo fique prejudicada. Muitas vezes, os sintomas podem ser muito diferentes e apresentações muito diferentes. Tem pessoas que passam ao longo da vida sem ter um sintoma claro, e outras pessoas já iniciam a doença apresentando, por exemplo, uma dificuldade de mobilizar um membro, uma dificuldade de sentir um lado do corpo, uma área ou uma alteração na visão.
Essa doença geralmente atinge mais mulheres do que homens, e ela tem uma predileção geralmente aparece em torno de 30 a 35 anos de idade, sendo a faixa etária de maior apresentação da doença. Existem algumas variantes da esclerose múltipla, por exemplo, a síndrome de Devic, que é uma neuromielite óptica que tem como alvo o nervo óptico ou placas motoras, dependendo de onde a lesão da esclerose está localizada. Isso vai gerar sintomas, por exemplo, uma área sensitiva ou uma área motora.
É uma doença que não tem cura, porém, existe tratamento. O tratamento é importantíssimo, e uma pessoa deve procurar um tratamento precoce. Geralmente, um médico neurologista trata a esclerose múltipla. Infelizmente, não existe nenhuma cirurgia que possa curá-la, mas a medicação faz com que, quando ocorre uma crise, essa crise seja mais breve. Existem terapias, como o uso de corticoides e imunossupressores, que podem ajudar.
Essa medicação faz com que os sintomas não sejam permanentes, reduzindo a incidência de sequelas permanentes da doença. Terapias adicionais, como fisioterapia, fonoterapia e terapia ocupacional, também são muito importantes para evitar a permanência do déficit em áreas afetadas.
O tratamento também pode ser preventivo, reduzindo a incidência de crises. Algumas pessoas têm indicação de tomar um remédio todos os dias para evitar as crises.
É fundamental que saibamos da existência dessa doença e que procuremos um médico o mais cedo possível.