Cigarro eletrônico é inofensivo? Os dados mostram o contrário.
- Redação Saúde Minuto
- 27/03/2026
- Saúde
A Pesquisa Nacional da Saúde do Escolar (PNSE) acende um alerta: o uso de vapes entre adolescentes de 13 a 17 anos quase dobrou, passando de 16% em 2019 para cerca de 30% em 2026 — ou seja, 1 em cada 3 jovens já experimentou.
O Dr. Márcio Sousa – Cardiologista e Chefe da Seção de Hipertensão Arterial, Tabagismo e Nefrologia do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, destaca que esse crescimento pode comprometer anos de avanço no combate ao tabagismo no Brasil.
A principal preocupação está na falsa ideia de que o cigarro eletrônico é menos prejudicial. Apesar de proibido no país, o produto tem se popularizado e pode levar a uma nova geração dependente de nicotina.
Estudos mostram que adolescentes que usam vape têm de 3 a 5 vezes mais chances de migrar para o cigarro convencional.
Fica o alerta: não é inofensivo. A nicotina presente nesses dispositivos pode causar dependência rápida e trazer riscos reais à saúde.