Conheça 5 mitos e verdades sobre alimentação e enxaqueca
- Redação Saúde Minuto
- 27/01/2026
- Alimentação Saúde
A enxaqueca pode ser causada pela alimentação – Mito.
Nenhum alimento causa enxaqueca, essa é uma doença crônica do cérebro de causa hereditária. A enxaqueca não tem cura, o tratamento correto vai ajudar a controlar os sintomas, que podem ser muitos e variados;
Alimentos estimulantes podem piorar uma crise de enxaqueca – Verdade.
Alguns alimentos contêm substâncias que são estimulantes para o cérebro e podem tanto ser um gatilho para as crises de enxaqueca como também podem cronificar a doença, aumentando a frequência de crises, a intensidade e a duração delas. Exemplos: café, cacau (chocolate), cupuaçu, fruto do guaraná e a erva-mate. A cafeína presente nesses alimentos possui efeito estimulante e analgésico, mascarando os sintomas e cronificando a doença;
Alimentos termogênicos, como pimentas mais fortes, gengibre, canela, cúrcuma devem ser evitados porque também são estimulantes. Verdade!
Os refrigerantes estão liberados para quem sofre de enxaqueca! Mito: A cola e o guaraná são estimulantes e devem ser evitados.
Cuidado em restaurantes de comida japonesa. Verdade!
O problema está no consumo do molho shoyu que contém glutamato monossódico, um estimulante cerebral;
Temperos prontos (em pó), biscoitos e salgadinhos com sal são inimigos da enxaqueca, porque contém glutamato monossódico. Verdade. É importante verificar a existência de mais esse estimulante do cérebro na tabela nutricional do alimento.
A cafeína está na maioria dos analgésicos utilizados para dor de cabeça, sintoma mais conhecido da enxaqueca (mas não o único!). Verdade: O uso excessivo desses medicamentos pode desencadear sérias consequências para o estômago e o intestino, além de cronificar a enxaqueca e provocar mais crises de dor de cabeça.
O glúten presente no trigo e na cevada – e também a lactose do leite – causa enxaqueca. Mito:
Nenhum alimento causa a doença, que é hereditária. Algumas pessoas possuem outras predisposições ou mesmo intolerância a alguns alimentos e o corpo pode reagir de maneira exacerbada, mas não são gatilhos para a doença
A pessoa com enxaqueca não deve comer doces. Mito: O açúcar não
precisa ser retirado da dieta do paciente, não é causa de enxaqueca. O período que antecede a doença, chamado de pródromo, vem associado à compulsão por produtos açucarados que são fonte de energia para o cérebro, mas não têm estimulante suficiente para cronificar o cérebro excitado durante uma crise
Cortar alimentos estimulantes é a única coisa a ser feita no tratamento para controle da enxaqueca. Mito!
Faz parte do processo de um plano de tratamento identificar na dieta do paciente a ingestão desses alimentos estimulantes e retirá-los, mas não adianta fazer isso sozinho porque a enxaqueca não é uma doença de causa alimentar, os gatilhos alimentares não são os únicos. A Nutrição está dentro de um contexto de tratamento.
“O problema não está no prato, porque as pessoas que não têm enxaqueca toleram muito melhor os alimentos estimulantes. Importante ressaltar: a enxaqueca não é doença de causa alimentar! A alimentação pode ser um gatilho ou “piorador” para as crises, porém, a enxaqueca não é só crise de dor de cabeça. É uma doença neurológica com dezenas de sintomas e a crise é o ápice dessa doença em que o paciente apresenta não somente a dor de cabeça severa, mas náuseas, vômitos, tonturas, auras visuais, zumbidos, pode ter também muito desânimo, alteração de humor ou mesmo alterações no funcionamento do intestino, entre outros sintomas”, explica a neurologista Thaís Villa, médica especialista no diagnóstico e tratamento da enxaqueca.
Texto de: Thaís Villa